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‘Pílula do câncer’ será testada em pessoas a partir de segunda

Nova fase, que terá a participação de dez pacientes, foi aprovada por comissão do Ministério da Saúde
Pílula do câncer
Nova fase, que terá a participação de dez pacientes, foi aprovada por comissão do Ministério da Saúde

Nova fase, que terá a participação de dez pacientes, foi aprovada por comissão do Ministério da Saúde

O Governo do Estado de São Paulo iniciou um estudo clínico com a controversa pílula de fosfoetanolamina sintética, também conhecida como “pílula do câncer”. A pesquisa, que já recebeu aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Ministério da Saúde, envolverá inicialmente 10 pacientes com diferentes tipos de câncer, com o objetivo principal de avaliar a segurança da dose.

Primeira Fase e Metodologia

Nesta fase inicial, os pesquisadores monitorarão de perto os pacientes para identificar quaisquer efeitos colaterais decorrentes do uso da substância. Caso a fosfoetanolamina se mostre segura, o estudo será expandido para incluir mais 200 participantes. Ao todo, dez tipos diferentes de câncer serão representados na pesquisa, com 21 indivíduos portadores de cada tipo recebendo três comprimidos da substância.

Expectativas e Critérios de Avaliação

A fase com 210 pacientes terá duração de aproximadamente seis meses. Se ao menos três pacientes de cada grupo demonstrarem melhora em seus quadros clínicos em decorrência do uso do composto, o governo poderá liberar uma nova etapa do estudo, com a inclusão de mais 80 participantes. O potencial é que até mil pessoas participem do processo. No entanto, caso nenhum dos pacientes apresente melhora, o estudo será encerrado no prazo de seis meses.

Garantias aos Pacientes e Produção da Substância

O vice-presidente do Escesp, Paulo Marcelo Roff, assegurou que os pacientes não sofrerão alterações negativas em seus quadros clínicos caso o tratamento não se mostre efetivo. Ele enfatizou que a não efetividade do tratamento não acelerará a progressão da doença. Os pacientes selecionados para o estudo, provenientes do SUS, não se encontram em estado terminal e concordaram em não utilizar outros medicamentos durante o período de teste com a fosfoetanolamina.

A fosfoetanolamina sintética utilizada na pesquisa foi produzida em um laboratório em Cravinhos, com o acompanhamento de um químico da USP de São Carlos e do pesquisador Gilberto Chiarici. Após a produção, o composto foi encaminhado para a Furp para o encapsulamento. O governo estadual garantiu que há cápsulas suficientes para a realização da pesquisa, que tem previsão de início imediato.

O estudo busca oferecer dados concretos sobre a eficácia e segurança da fosfoetanolamina.

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