Objetivo é identificar e punir quem desrespeita as leis do período de reprodução dos peixes
Entre os dias 28 de fevereiro e o fim da piracema, a pesca estará proibida em diversos rios da região de Ribeirão Preto. A medida visa proteger espécies da fauna regional como corimba, pial, traíra e barbado durante seu período reprodutivo.
Restrições e Permissões
A pesca de espécies não nativas da bacia do Paraná, como corvina, tilápia, tucunaré e acará, será permitida, com limite de 10 kg mais um exemplar por pescador amador. Entretanto, a pesca no Rio Pardo permanece proibida durante todo o ciclo reprodutivo dos peixes. Outras áreas com restrições incluem o Rio da Onça e o Rio Sapucaí. É vedada a pesca subaquática e o uso de materiais perfurantes (arpão, fisga e lança).
Fiscalização e Passado de Contaminação
A Polícia Ambiental intensificará a fiscalização para coibir a pesca predatória, atuando tanto nos rios quanto em locais onde pescadores costumam se reunir. O passado recente do Rio Pardo é marcado por incidentes de contaminação, como em 2003, quando milhares de peixes morreram após o rompimento de um reservatório de melasso, e em 2011, com a morte de toneladas de peixes devido a outra contaminação. Em outros rios da região, como o Rio Moji, Rio Sapucaí e Rio da Onça, a pesca esportiva é permitida, mas com a obrigatoriedade de devolver os peixes nativos à água.
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Migração e Reprodução dos Peixes
As chuvas atuam como sinal para a migração reprodutiva dos peixes. Cada espécie apresenta comportamento diferente, com algumas preferindo ambientes mais calmos e outras, com corredeiras. A migração para reprodução ocorre, geralmente, entre outubro e dezembro, com os peixes subindo o rio para desovar. Comerciantes e pescadores profissionais têm até quinta-feira para declarar seus estoques de peixes de águas continentais.
A proteção dos recursos hídricos e a conscientização sobre a importância da piracema são fundamentais para a preservação da biodiversidade da região.



