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Piracema deste ano deve ter resultados positivos

Especialistas acreditam que chuvas dos últimos meses ajudem no começo da recuperação parcial dos rios
Piracema resultados positivos
Especialistas acreditam que chuvas dos últimos meses ajudem no começo da recuperação parcial dos rios

Especialistas acreditam que chuvas dos últimos meses ajudem no começo da recuperação parcial dos rios

A temporada de piracema, período crucial para a reprodução dos peixes, está em andamento e a fiscalização se estende até 28 de fevereiro. No entanto, segundo Fábio Sussel, pesquisador da Associação Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o fenômeno natural pode ultrapassar essa data. As recentes chuvas devem impactar significativamente a piracema, possivelmente resultando em um cenário diferente dos anos anteriores.

O Pico da Piracema e a Influência das Chuvas

De acordo com o pesquisador, dezembro e janeiro representam o auge da piracema, meses de maior atividade reprodutiva dos peixes. As chuvas na região do Rio Mogi Guaçu, próximo a Ribeirão Preto, em Barrinha, são um fator positivo. A expectativa é de uma boa piracema este ano, o que é fundamental, considerando que nos dois anos anteriores (2012/2013 e 2013/2014), a falta de precipitação comprometeu a eficiência do processo. A esperança é que a situação atual contribua para a recuperação do estoque de peixes no Rio Mogi Guaçu.

A Importância do Volume de Água e das Lagoas Marginais

Sussel explica que o volume dos rios é um dos principais fatores que afetam a piracema. O processo de migração exige que os peixes nadem longas distâncias, queimando energia e produzindo ácido lático, um ativador da reprodução. Rios com bom volume de água permitem que os peixes façam o esforço físico necessário para completar a reprodução. Além disso, o transbordamento do rio para as lagoas marginais é essencial para o desenvolvimento das larvas até a fase de alevino, quando retornam ao rio. Nos anos anteriores, mesmo com a reprodução ocorrendo, a sobrevivência das larvas foi baixa devido à falta de transbordamento.

Desafios Persistem Apesar das Chuvas

Apesar das chuvas acima da média, o pesquisador não garante a recuperação total do cardume este ano, devido aos impactos dos anos anteriores. A redução no número de indivíduos no rio ainda é uma preocupação. A expectativa é que leve de dois a três anos para que a quantidade de peixes retorne aos níveis anteriores ao período de seca. A pesca ilegal durante a piracema também representa um problema, muitas vezes justificada pelo desconhecimento da lei.

Fiscalização e Pesca Esportiva como Alternativa

A Polícia Militar Ambiental intensificou a fiscalização nos rios da região, como o Rio Pardo, Rio Mogi Guaçu, Rio Sapucaí e Rio Onça, utilizando patrulhamento terrestre e embarcado. A população pode colaborar denunciando infrações anonimamente. Para os pescadores, a pesca esportiva, com a devolução de peixes nativos como piapara, piapê e pintado, é uma alternativa. A pesca de peixes exóticos, como tilápia e bagre-africano, é permitida com limite de 10 quilos.

A conscientização sobre a importância da piracema e o respeito às leis ambientais são cruciais para garantir a recuperação dos estoques de peixes e a saúde dos rios.

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