Ouça a coluna ‘CBN Multimídia’, com Edmo Bernardes
O Brasil enfrenta um problema alarmante no mercado de televisão por assinatura: a pirataria. O país ocupa a quarta posição no ranking da América Latina, um dado preocupante que levanta questões sobre as causas e consequências desse cenário.
O Tamanho do Problema
Um levantamento realizado por veículos e institutos de pesquisa revelou que o Brasil fica atrás apenas da Bolívia, Guatemala e República Dominicana em número de ligações clandestinas de TV paga. Essa estatística é ainda mais alarmante quando comparada com o desenvolvimento socioeconômico desses países. Estima-se que um quinto das conexões de TV paga no Brasil sejam ilegais.
Causas da Pirataria
As razões para a alta taxa de pirataria são multifacetadas. Fatores como cultura, falta de fiscalização e permissividade contribuem para o problema. A disponibilidade de alternativas mais acessíveis, como pacotes básicos de TV a cabo a preços competitivos, nem sempre é suficiente para dissuadir a prática ilegal. A média de pirataria na América Latina é de 14%, enquanto no Brasil atinge 21%, evidenciando a gravidade da situação.
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Desigualdade de Gênero no Mercado de Trabalho
Além da questão da pirataria, uma pesquisa recente da McCann-Erickson revelou a persistência da desigualdade de gênero no mercado de trabalho. Muitas mulheres ainda se sentem discriminadas, especialmente por homens. A pesquisa confirmou a disparidade salarial, com homens ganhando, em média, 20% a 25% a mais que mulheres para exercerem as mesmas funções. Nas classes A e B, essa diferença salarial chega a 40%. Apenas 11% dos homens entrevistados demonstraram orgulho de ações que visam reduzir essa desigualdade, evidenciando o machismo ainda presente na sociedade.
Embora desafiadores, os dados sobre pirataria e desigualdade de gênero servem como um alerta para a necessidade de ações efetivas que promovam a legalidade e a igualdade de oportunidades.



