O crime do ‘gato’ é bem mais comum do que você imagina e tem explicação. Ouça a coluna ‘Mundo Digital’ com Eduardo Soares.
A operação 404, coordenada pelo Ministério da Justiça, combate a pirataria de serviços de TV por assinatura em dez estados, com desdobramentos em Ribeirão Preto. A prática é mais comum do que se imagina, impulsionada pelos altos preços dos serviços legais.
A Facilidade da Pirataria Digital
A pirataria evoluiu do antigo “cabo do vizinho” para a facilidade da internet. Serviços como IPTV, que utilizam códigos para transmitir canais pela internet, são explorados por criminosos. Eles obtêm IPs de assinantes legítimos e os redistribuem ilegalmente, criando um negócio lucrativo.
A Ilegalidade da Redistribuição e os Riscos
Embora a tecnologia IPTV em si não seja ilegal, a redistribuição não autorizada de IPs e a intermediação na venda desses sinais configuram crime. Indivíduos e lojas vendem aparelhos “desbloqueados”, cobrando valores iniciais altos ou mensalidades, enganando consumidores que acreditam estar em uma prática legal. Além disso, conectar esses aparelhos à internet expõe os usuários a riscos de segurança, como malwares e vírus.
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Os Impactos da Operação 404
A operação resultou no bloqueio de 252 sites e 65 aplicativos ilegais de streaming. A ação visa conscientizar a população sobre os riscos e a ilegalidade da pirataria, alertando para os danos que podem ser causados tanto para quem distribui quanto para quem utiliza esses serviços ilegais. A mensagem é clara: não existe almoço grátis, e a busca por alternativas mais baratas pode trazer consequências graves.