Diversos clubes inativos em Ribeirão Preto se tornaram criadouros do mosquito aedes aegypti
Piscinas de clubes abandonados em Ribeirão Preto se tornam criadouros do mosquito da dengue, preocupando o poder público.
Riscos em áreas abandonadas
O clube Caissara, fechado há mais de 10 anos, apresenta piscinas verdes e paradas, criando um ambiente propício para a proliferação do Aedes aegypti. Sua localização próxima a outros locais habitados aumenta o risco para a população. Outro foco de preocupação é um parque aquático desativado há 10 anos na rodovia que liga Ribeirão Preto a Bonfim Paulista, com piscinas destruídas e água parada.
Depoimentos e impactos na saúde
Elisa Martins, que contraiu dengue há dois anos durante uma epidemia que registrou 35 mil casos na cidade, relata os impactos da doença. Bruna, auxiliar administrativa, expressa preocupação com as crianças que moram próximas a esses locais abandonados. A falta de ações efetivas gera medo e insegurança na população.
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Ações e prevenção
O infectologista Fernando Belíssimo destaca a gravidade da situação, alertando para o potencial de novas epidemias. Ele compara a capacidade de proliferação do mosquito em piscinas abandonadas com a de outros criadouros menores, como vasos de plantas. Apesar de um período de relativa calmaria devido à imunidade de parte da população, a possibilidade de um novo tipo de vírus da dengue representa um risco iminente. A prefeitura afirma monitorar os locais, mas a eficácia dessas ações é questionada pela população.
A situação demonstra a necessidade de ações mais efetivas por parte do poder público para evitar a proliferação do mosquito da dengue e proteger a saúde da população. A prevenção e a eliminação de criadouros são fundamentais para evitar novas epidemias.



