Número foi alcançado na última sexta-feira (5); Eduardo Soares fala mais sobre a plataforma no ‘Mundo Digital’
O Pix atingiu um novo recorde na última sexta-feira, com mais de 200 milhões de transações realizadas no sistema. Especialistas apontam que o salto pode ter sido influenciado por instabilidades momentâneas no acesso às plataformas dos bancos, embora o Banco Central tenha afirmado que o serviço estava operando normalmente.
Recorde de transações e cenários explicativos
Dados anteriores indicavam cerca de 178 milhões de operações como recorde mais recente. Segundo o professor Eduardo Soares, ouvido pela reportagem, a combinação entre a ampla adoção da ferramenta e problemas pontuais nos canais tradicionais de atendimento pode ter estimulado um uso maior do Pix naquele dia. “O serviço está consolidado e é amplamente utilizado pelos brasileiros; qualquer atrito em outros canais tende a deslocar volume para o Pix”, afirmou.
Atualmente gratuito, o Pix segue como opção preferencial para pagamentos e transferências imediatas, o que tem contribuído para sua popularidade entre consumidores e comerciantes.
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Novidades previstas para outubro
Entre as novidades anunciadas para os próximos meses está o lançamento do Pix Automático, previsto para outubro. A funcionalidade permitirá agendar pagamentos recorrentes, funcionamento semelhante ao débito automático: contas de água, luz, mensalidades, academias e serviços prestados frequentemente poderão ser pagos automaticamente via Pix.
Além disso, o sistema de agendamento será ampliado para facilitar transferências periódicas, como pagamento de diaristas, mesadas e doações a organizações. “São recursos pensados para tornar o dia a dia mais simples”, disse Eduardo Soares, que vê as mudanças como aperfeiçoamentos das funcionalidades já existentes.
Riscos e recomendações de segurança
Com a simplicidade do Pix vêm também riscos: golpes e fraudes se atualizam rapidamente e tiram proveito da velocidade das operações. Especialistas recomendam cautela ao cadastrar chaves e ao aceitar QR Codes enviados por mensageiros. Verificar o nome do estabelecimento e o CNPJ antes de confirmar um pagamento é uma prática recomendada.
Outras medidas de proteção incluem manter o celular travado e só desbloqueá-lo no momento da transação, conferir cuidadosamente links e códigos recebidos por WhatsApp e limitar a exposição de chaves Pix a contatos confiáveis. Em caso de erro ou fraude, o estorno nem sempre é imediato e costuma envolver procedimentos complexos, reforçando a importância da prevenção.
O Pix segue em evolução: ganha funcionalidades para facilitar pagamentos recorrentes e mantém a importância de práticas de segurança por parte dos usuários, enquanto o debate sobre tarifação permanece sem novidades oficiais.