Lançado pelo BC em 2020, modalidade de pagamento facilita a vida dos brasileiros, mas também é ferramenta para golpistas
Lançado pelo Banco Central em 2020, o Pix revolucionou as transferências financeiras no Brasil ao oferecer um serviço rápido, gratuito e acessível. No entanto, essa facilidade tem sido explorada por criminosos para aplicar golpes, o que exige maior atenção dos usuários ao realizar transações.
Riscos e cuidados nas transações via Pix
A advogada Beatriz Taglieta Nascimento recomenda que os usuários confiram cuidadosamente os dados antes de confirmar uma transferência, pois um único dígito errado pode direcionar o valor para outra conta. Ela alerta para pedidos urgentes de transferência, tática comum usada por golpistas para pressionar as vítimas. Além disso, orienta o uso de chaves aleatórias disponibilizadas pelas instituições financeiras, que evitam erros de digitação e dificultam fraudes. Também é importante desconfiar de links e QR codes falsos que simulam sites de lojas conhecidas para enganar consumidores.
Mecanismo especial de devolução do Banco Central: O Banco Central criou um mecanismo especial para facilitar o bloqueio e a restituição de valores em casos de transferência equivocada ou fraude. O usuário deve entrar em contato imediatamente com o banco, informando data, valor, chave Pix e conta destino. O banco pode bloquear o valor na conta que recebeu o dinheiro e tem até sete dias para analisar o caso. Se comprovada a fraude, o valor será devolvido em até 96 horas. A devolução, porém, depende da existência de saldo na conta receptora, pois se o golpista já tiver retirado o dinheiro, o bloqueio não é possível.
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Golpes comuns em compras online: Golpistas também utilizam o Pix para enganar consumidores em compras pela internet, oferecendo produtos com preços muito abaixo do mercado e exigindo pagamento exclusivamente via Pix. Frequentemente, esses produtos não são entregues. A advogada recomenda desconfiar de ofertas imperdíveis, especialmente quando o pagamento é solicitado apenas por Pix, devido ao alto risco de fraude.
Informações adicionais
O Pix transformou o sistema de pagamentos no Brasil, mas sua popularidade atraiu golpistas que exploram a rapidez e simplicidade do serviço. A prevenção depende da atenção do usuário na conferência dos dados, na desconfiança de pressões para transferências rápidas e na utilização de recursos como chaves aleatórias. Em caso de fraude, o mecanismo especial de devolução do Banco Central pode ajudar, desde que acionado rapidamente. Educação financeira e cautela são essenciais para evitar prejuízos.



