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Planejamento financeiro no início do ano ajuda a evitar dívidas ao longo de 2026

Especialista em educação financeira, explica como organizar o orçamento familiar, reduzir gastos invisíveis e transformar sonhos em metas possíveis desde janeiro
Planejamento financeiro
Ficar atento as finanças desde o início do ano é chave para ter um ano mais seguro financeiramente - Divulgação

Diagnóstico financeiro é o primeiro passo para organizar o orçamento

Com o início de 2026 e a chegada de despesas tradicionais como IPTU, IPVA, material escolar e contas acumuladas do fim de ano, o planejamento financeiro volta ao centro das atenções. Segundo a doutora em educação financeira Ana Rosa Vilches, o erro mais comum é tentar organizar o orçamento apenas quando as contas já chegaram.

A especialista explica que o primeiro passo é fazer um diagnóstico detalhado das finanças. Isso inclui identificar todas as entradas de dinheiro, os gastos fixos, as despesas variáveis e os excessos cometidos nos meses anteriores. A partir desse levantamento, é possível decidir se vale a pena pagar contas à vista ou parcelar, sem comprometer os meses seguintes.

Reunião familiar ajuda a definir prioridades e metas financeiras

Ana Rosa reforça que o planejamento financeiro deve envolver toda a família. Sentar e elaborar um planejamento no início do ano ajudam a identificar onde é possível cortar gastos, alinhar expectativas e definir objetivos comuns.

Além de ajustar o orçamento, o momento também serve para discutir sonhos de curto, médio e longo prazo, como viagens, troca de carro ou reserva para a aposentadoria. Para a especialista, prosperar financeiramente não é opcional, mas uma necessidade para garantir segurança no futuro.

Pequenos gastos do dia a dia podem virar grandes prejuízos

Entre os principais vilões do orçamento estão os chamados “gastos invisíveis”, como refeições fora de casa, pedidos por aplicativos, cafezinhos e compras por impulso. Isoladamente, parecem valores baixos, mas, ao longo do mês e do ano, se transformam em valores expressivos.

Ana Rosa exemplifica que um gasto médio de R$ 35 feito três vezes por semana pode ultrapassar R$ 4 mil em um ano. Dinheiro que poderia ser direcionado para viagens, investimentos ou realização de projetos pessoais.

Educação financeira exige mudança de mentalidade e disciplina

A especialista destaca que a educação financeira passa por uma mudança no modelo mental de consumo. Antes de gastar, é preciso planejar, poupar e definir prioridades. O ideal é reservar dinheiro primeiro para sonhos e objetivos futuros e, só depois, pagar contas e consumir.

Ela alerta ainda para o uso consciente do cartão de crédito, que não deve comprometer mais do que 30% da renda mensal, e para a importância de reduzir a inadimplência, que afeta não apenas as finanças, mas também a saúde emocional e familiar.

Separar finanças pessoais e empresariais evita desequilíbrios

Para quem empreende ou complementa a renda, Ana Rosa chama atenção para a necessidade de separar as contas do CPF e do CNPJ. Misturar finanças pessoais com as do negócio dificulta o controle e impede a avaliação real da saúde financeira da empresa e da família.

Segundo ela, buscar conhecimento é fundamental para mudar hábitos e construir uma vida financeira mais equilibrada e sustentável.

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