Ouça a coluna ‘CBN Sustentabilidade’, com Carlos Alencastre
Um estudo apresentado no País de Gales sugere que a Terra pode passar por um período de resfriamento a partir de 2030, devido à diminuição da atividade solar. Essa pesquisa contrapõe a preocupação generalizada com o aquecimento global, gerando debates e levantando questões sobre o futuro do clima.
A Tese do Resfriamento Global
Durante o encontro nacional da Real Sociedade de Astronomia, a pesquisadora Valentina Zarkova apresentou a tese de que uma nova era glacial pode ocorrer a partir de 2030. Essa perspectiva desafia a narrativa dominante sobre o aquecimento global, defendida por muitos cientistas e organizações. A diminuição da atividade solar seria o principal fator para esse resfriamento.
Contraponto Brasileiro
O professor Luiz Carlos Baldicero Molion, da Universidade Federal de Alagoas e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), também defende a tese de que o planeta não está aquecendo. Segundo ele, a emissão de gás carbônico pela natureza supera em muito a emissão humana, questionando a influência do homem no aquecimento global. Molion argumenta que a própria atividade solar, em declínio, pode levar a um resfriamento da Terra.
Leia também
Implicações e Perspectivas
Mudanças climáticas, sejam de aquecimento ou resfriamento, podem trazer consequências para a vida na Terra. Alterações nas temperaturas podem afetar a saúde humana, a agricultura e os ecossistemas. É importante que a sociedade continue buscando soluções para mitigar os impactos ambientais e se adaptar às mudanças climáticas, independentemente de sua direção. Episódios de resfriamento já foram registrados na história, como entre 1645 e 1715 na Europa, associados à baixa atividade solar.
Diante de diferentes perspectivas sobre o futuro do clima, a busca por conhecimento e a adoção de práticas sustentáveis permanecem essenciais para garantir um futuro equilibrado.



