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Plano de Mobilidade Urbana de Ribeirão visa adotar estratégias que facilitem a circulação de pedestres

Expectativa é que 3 km² de calçadas sejam revitalizadas até 2030; irregularidades em passeios públicos são as principais queixas
Mobilidade Urbana Ribeirão
Expectativa é que 3 km² de calçadas sejam revitalizadas até 2030; irregularidades em passeios públicos são as principais queixas

Expectativa é que 3 km² de calçadas sejam revitalizadas até 2030; irregularidades em passeios públicos são as principais queixas

Ribeirão Preto e o desafio da mobilidade urbana: calçadas como ponto de partida

Calçadas: o primeiro passo para uma mobilidade inclusiva

Em Ribeirão Preto, a discussão sobre mobilidade urbana frequentemente se concentra em carros, ônibus e aplicativos de transporte. No entanto, a arquiteta Renata Paladini, conselheira da Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto (AEARP), destaca a importância fundamental do pedestre e a necessidade de priorizar o deslocamento a pé, como preconiza a política nacional. A realidade, porém, mostra um cenário desafiador.

Infraestrutura precária e a necessidade de revitalização

A maioria dos bairros da cidade apresenta calçadas com apenas 1,5m de largura, espaço que se reduz ainda mais com a inclusão das guias. A falta de manutenção resulta em buracos, raízes expostas e pisos danificados, problemas decorrentes da não observância das especificações técnicas durante a construção. A fiscalização, realizada apenas mediante denúncias, contribui para a persistência dessas deficiências.

Um novo plano e os desafios da revitalização

O novo plano de mobilidade urbana de Ribeirão Preto reconhece a importância da melhoria das calçadas como etapa crucial para garantir acessibilidade e segurança. A meta é revitalizar 3km² de passeios públicos até 2030, o que representa 25% das calçadas da cidade. O urbanista Silvio Contatti ressalta que essa revitalização deve considerar também a melhoria da arborização urbana, criando um ambiente mais agradável e seguro para os pedestres. A integração entre diferentes aspectos da mobilidade urbana demonstra a complexidade do desafio e a necessidade de ações contínuas e integradas.

A situação das calçadas em Ribeirão Preto ilustra a necessidade de uma abordagem mais abrangente da mobilidade urbana, que priorize a acessibilidade e a segurança de todos os usuários, começando pelo pedestre. Os próximos passos envolvem a análise das necessidades de acessibilidade para pessoas com deficiência, tema que será abordado em futuras reportagens.

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