Quem analisa os números é o especialista José Carlos de Lima Júnior na coluna ‘CBN Agronegócio’
O Plano Safra 2021-2022, divulgado pelo Ministério da Agricultura, apresenta novidades importantes para o agronegócio brasileiro.
Recursos e Juros
Com um aumento de aproximadamente 6,5% nos recursos em relação ao plano anterior, o Plano Safra 2021-2022 oferece um volume maior para o setor. No entanto, as taxas de juros também subiram, chegando a 10% em alguns casos. Apesar do aumento, as taxas médias devem oscilar entre 4% e 8,5%, dependendo da modalidade de contratação. Esse aumento, embora significativo, é considerado pequeno em comparação com a alta da taxa Selic, que tende a chegar a 6% até o final do ano.
Planejamento e Gestão
O sucesso na utilização do Plano Safra depende do planejamento e da gestão eficiente da propriedade rural. É crucial diferenciar o custeio agrícola (curto prazo, para uma safra específica) do investimento (longo prazo, em infraestrutura). Independentemente da modalidade escolhida, o produtor deve gerenciar os recursos e as condições de pagamento, considerando que, mesmo com subsídios do Tesouro Nacional, o crédito precisa ser pago.
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Financiamento Público e Privado
Embora o valor anunciado se refira aos recursos públicos, o setor privado, por meio de cooperativas e indústrias, desempenha papel fundamental no financiamento do agronegócio. Mecanismos como certificados de recebíveis do agronegócio (CRA) e crédito direto das cooperativas complementam as opções disponíveis para os produtores. O crédito é essencial para suprir o descasamento entre as despesas iniciais e a receita futura da produção agrícola.
Em resumo, o Plano Safra 2021-2022 apresenta oportunidades e desafios para os produtores rurais. A gestão eficiente dos recursos e a escolha adequada das modalidades de crédito são fatores cruciais para o sucesso da safra.