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PM que atirou e matou comerciante em Orlândia fica em silêncio durante depoimento

Arthur Filgueiras Cintra, de 28 anos, que teve a teve prisão preventiva decretada, não respondeu às perguntas da Polícia
PM que atirou e matou comerciante
Arthur Filgueiras Cintra, de 28 anos, que teve a teve prisão preventiva decretada, não respondeu às perguntas da Polícia

Arthur Filgueiras Cintra, de 28 anos, que teve a teve prisão preventiva decretada, não respondeu às perguntas da Polícia

O policial militar Artur Filgueiras Cintra, PM que atirou e matou comerciante em Orlândia fica em silêncio durante depoimento, de 28 anos, permanece em silêncio durante seu depoimento à polícia civil, no caso da morte do comerciante João Vitor Hangão, de 27 anos, ocorrido durante uma abordagem policial no centro de Orlândia. O disparo que atingiu a vítima resultou em sua morte, e o caso está sendo investigado simultaneamente pelas justiças civil e militar.

Detalhes da abordagem e depoimentos: Além de Artur Cintra, outros policiais que participaram da perseguição e da abordagem foram ouvidos pela polícia civil. Entre eles, o cabo Fernando Roberto Vieira, que estava na mesma viatura que Cintra. Vieira relatou que abordava o passageiro do veículo, irmão da vítima, quando ouviu o disparo. Segundo ele, Cintra se aproximou em seguida e informou que a arma havia disparado, sem saber o motivo. Ao verificar as armas, Vieira encontrou uma cápsula deflagrada na câmara da arma de Cintra, que não havia sido ejetada.

Decisões judiciais e prisão preventiva

Após a morte de João Vitor, a justiça militar decretou a prisão preventiva de Artur Cintra, conforme informou a Secretaria de Segurança Pública. Essa decisão ocorreu pouco tempo depois de o Tribunal de Justiça de São Paulo conceder liberdade provisória ao policial, mediante medidas cautelares, após audiência de custódia. Posteriormente, Cintra foi conduzido ao presídio militar Roman Gomes, na capital paulista. A arma utilizada pelo policial foi apreendida e encaminhada para exames no Instituto de Criminalística.

Aspectos jurídicos e investigações paralelas: O advogado Leonardo Afonso Pontes explicou que, em casos de homicídio praticado por policial militar, a competência para julgamento é da justiça comum estadual, por se tratar de crime doloso contra a vida. No entanto, a justiça militar pode instaurar inquérito para apurar aspectos específicos da conduta do policial, como a forma da abordagem. Dessa forma, existem duas investigações paralelas, e as provas coletadas podem ser compartilhadas, desde que obtidas regularmente, para o desfecho do caso.

Contexto do incidente: O comerciante João Vitor Hangão morreu na madrugada de quarta-feira após ser atingido por um disparo durante abordagem policial. Segundo o boletim de ocorrência, ele conduzia um Ford Focus e desobedeceu à ordem de parada, iniciando uma perseguição. Durante a fuga, o veículo passou por várias localidades, incluindo Salles Oliveira, Morraguda e São Joaquim da Barra, antes de retornar para Polândia. Na Avenida 4, região central de Orlândia, os policiais conseguiram cercar o carro, que parou. Imagens de câmeras de segurança registraram a abordagem e agressões contra o irmão da vítima, Gabriel Henrique de Moura Hangão, de 24 anos, que estava como passageiro. O disparo atingiu a cabeça de João Vitor, que foi socorrido, mas faleceu ao chegar ao hospital. Nenhuma arma ou objeto ilícito foi encontrado com os homens ou dentro do veículo.

Informações adicionais

O advogado Leonardo Pontes destacou que a justiça civil pode solicitar a prisão do cabo Artur Cintra a qualquer momento, caso sejam identificados os requisitos legais para tal medida. Ele também explicou que, no âmbito da justiça militar, o policial pode ser afastado das funções externas e responder a um processo administrativo disciplinar (sindicância). Dependendo dos resultados das perícias e dos inquéritos, o policial pode ser exonerado, que é a pena máxima prevista para servidores públicos na corporação.

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