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PM que atirou em adolescente em Brodowski é solto pela Justiça, mas é afastado da corporação

Gutemberg da Silva alega ter disparado durante confusão para proteger o pai de agressões; briga foi em uma festa junina
PM atirou em adolescente
Gutemberg da Silva alega ter disparado durante confusão para proteger o pai de agressões; briga foi em uma festa junina

Gutemberg da Silva alega ter disparado durante confusão para proteger o pai de agressões; briga foi em uma festa junina

Após um incidente ocorrido na noite de sábado em Brodosque, onde um adolescente foi atingido por disparo de arma de fogo, o policial militar Gultenberg Castilho Ferreira da Silva, de 25 anos, teve sua liberdade provisória concedida pela justiça. Entretanto, o oficial foi afastado da corporação.

O incidente

Segundo o boletim de ocorrência, o policial alegou ter presenciado seu pai, de 56 anos, sendo agredido por Carlos Eduardo Betarello, que montava um brinquedo para uma festa junina na rua Antônio Alves Ferreira. Gultenberg relatou ter efetuado um disparo para o alto em tentativa de conter a briga, mas acabou atingindo um adolescente de 16 anos que estava próximo, causando ferimentos na mandíbula. O adolescente foi socorrido e não corre risco de vida.

A decisão judicial

Na decisão de quarta-feira, dia 3, o juiz Daniel Diego Carrijo da Vara de Brodosque considerou que os disparos foram efetuados em suposta legítima defesa do pai do policial. Porém, foram impostas medidas cautelares, incluindo o afastamento das atividades operacionais da Polícia Militar, comparecimento mensal em juízo, proibição de contato com a vítima e testemunhas, proibição de ausência da comarca de residência, recolhimento domiciliar noturno em dias de folga, suspensão do exercício ostensivo da Polícia Militar (atuando apenas em atividades administrativas) e suspensão cautelar da posse e porte de arma de fogo.

Testemunhas e versão dos fatos

Uma testemunha relatou que o pai do policial agrediu o montador de brinquedos com uma barra de ferro, e que após o policial, armado, efetuar os disparos, fez ameaças contra Carlos Eduardo e outras pessoas presentes. Com o montador, a PM apreendeu uma faca e um canivete. O montador admitiu ter agredido o pai do policial, alegando ter pegado a faca para se defender. O policial foi preso em flagrante e encaminhado ao presídio militar Romão Gomes em São Paulo, sendo posteriormente liberado para cumprir as medidas cautelares determinadas pela justiça.

O caso demonstra a complexidade da situação e a necessidade de apuração completa dos fatos para a definição das responsabilidades envolvidas.

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