Segundo juíza, há indícios de que réus agiram por vingança após receberem soco da vítima; julgamento ainda não tem data
Polícia pronunciada por morte de Luana em abordagem
O caso da morte de Luana após abordagem policial em Ribeirão Preto, em 2016, teve um desfecho importante. Três policiais militares foram pronunciados pela justiça e poderão ir a júri popular. A decisão judicial considerou o crime de homicídio triplamente qualificado, alegando motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
A Abordagem e as Consequências
Luana foi espancada durante uma abordagem policial no dia 8 de abril de 2016, no Jardim Paiva, na frente do seu filho de 14 anos. A abordagem teria se tornado violenta após Luana exigir ser revistada por uma policial mulher. Cinco dias depois, ela faleceu no hospital, com a causa da morte confirmada como esquemia cerebral causada por traumatismo crânio encefálico, decorrente do espancamento, segundo laudo do IML.
Recursos e Reações
A defesa dos policiais, representada pelos advogados André Donizette Putz, Douglas Louise de Paula e Fábio Donizette Putz, anunciou que irá recorrer da decisão, alegando contrariedade às provas apresentadas nos autos. Já o advogado Daniel Rond, que representa a família de Luana, se mostrou sereno e confiante na justiça.
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A sentença representa um avanço significativo para a família de Luana e para a busca por justiça em casos de violência policial. A espera atrásra é pelo julgamento do júri popular.



