Quem traz mais informações sobre o tema é Heloisa Zaruh na coluna ‘CBN Mulher’
A pobreza menstrual no Brasil afeta milhões de meninas e mulheres, impactando sua educação, saúde e futuro. De acordo com dados recentes, uma em cada quatro garotas brasileiras falta à escola durante a menstruação por não ter acesso a absorventes ou condições sanitárias adequadas.
O veto presidencial e a luta pelo acesso a absorventes
Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro vetou um projeto de lei que previa a distribuição gratuita de absorventes para estudantes de baixa renda e mulheres em situação de vulnerabilidade. Essa decisão gerou grande polêmica e mobilizou diversos setores da sociedade que defendem o acesso universal a produtos de higiene menstrual. O Congresso Nacional ainda precisa analisar os vetos, podendo mantê-los ou rejeitá-los. Para a rejeição, é necessária a maioria absoluta dos votos.
Consequências da pobreza menstrual na vida das mulheres
A falta de acesso a absorventes tem consequências devastadoras para a vida das mulheres. Estudos mostram que 28% das estudantes já faltaram à escola por não conseguir comprar absorventes, impactando diretamente no desempenho escolar e, consequentemente, em suas oportunidades futuras. A pobreza menstrual também afeta o acesso a empregos, vestibulares e concursos públicos, perpetuando um ciclo de desigualdade.
Números alarmantes e a necessidade de ação
Os dados são alarmantes: 713 mil meninas não têm banheiro ou chuveiro em casa; 900 mil não têm água encanada; e 4 milhões enfrentam alguma privação de higiene nas escolas, incluindo a falta de absorventes e banheiros adequados. Meninas negras são ainda mais afetadas, com quase três vezes mais chances de viver nessas condições. É fundamental que a sociedade, como um todo, se mobilize para combater essa desigualdade, cobrando ações dos representantes eleitos e se mantendo informada sobre políticas públicas que garantam o acesso universal à saúde menstrual.
A luta pelo acesso a absorventes é uma luta pela igualdade de oportunidades e pela dignidade das mulheres. É preciso continuar a pressionar por políticas públicas eficazes e a conscientizar a população sobre a importância desse tema. O engajamento individual e coletivo é crucial para garantir que todas as meninas e mulheres tenham acesso à saúde menstrual e possam exercer plenamente seus direitos.



