Especialista explica atualização do Plano SP e afirma que, mesmo com poucos casos, Saúde de Ribeirão pode ficar sobrecarregada
São Paulo retorna à fase amarela do Plano São Paulo de retomada da economia, frustrando expectativas do comércio que previa avançar para a fase verde.
Fase Amarela e suas implicações
Apesar de cidades como Ribeirão Preto, Franca e Barretos já estarem na fase amarela, a decisão do estado impacta negativamente os setores econômicos que apostavam na flexibilização das regras para o fim de ano. As regras da fase amarela, como restrições de horário e capacidade, permanecem em vigor, mesmo com indicadores positivos em algumas regiões.
Opinião da Fiocruz
O diretor da Fiocruz, Rodrigo Stablin, explica que a decisão do estado se baseia na dinâmica de transmissão viral, que considera fatores além dos indicadores da fase verde ou amarela. O aumento significativo de casos em estados do Centro-Oeste e Sul do país, e a proximidade geográfica e comercial de cidades como Campinas, Araraquara e São Carlos com a capital paulista, acendem um alerta. Stablin destaca a importância do distanciamento físico e medidas sanitárias para evitar o colapso do sistema de saúde, mesmo com um menor número de casos relatados. Ele compara a situação de Ribeirão Preto com a de São Paulo, alertando para o risco de aumento de casos na região se medidas preventivas não forem tomadas.
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Alerta e Conscientização
O aumento da média móvel de casos em Ribeirão Preto preocupa, mas Stablin enfatiza a necessidade de uma conscientização coletiva. Ele critica a falta de políticas de controle efetivas por parte do governo federal, que levam ao uso da média móvel como um indicador, muitas vezes enganoso. A decisão da fase amarela, segundo Stablin, é coletiva e considera tanto a saúde quanto o desenvolvimento econômico, buscando um equilíbrio entre esses dois fatores. A conscientização da população e dos comerciantes é crucial para evitar novas restrições e o retorno a fases mais restritivas, como a fase vermelha.


