Poder de compra do MEI cai quase pela metade e reacende debate sobre reajuste do teto
O poder de compra do Microempreendedor Individual (MEI) tem diminuído ao longo dos anos. Há sete anos, um MEI conseguia adquirir cerca de 14 cestas básicas por mês com seu faturamento máximo mensal. Hoje, esse número caiu para aproximadamente 8 cestas. Essa redução no poder de compra levanta questões importantes sobre a necessidade de ajustes e políticas públicas que apoiem esse setor crucial da economia brasileira.
A Defasagem do Faturamento do MEI
A comparação entre o faturamento do MEI e o custo de vida revela uma defasagem significativa. O faturamento anual de R$ 81 mil, que se traduz em aproximadamente R$ 6.750 por mês, não acompanha o aumento dos preços dos produtos e serviços desde 2018. A inflação corrói o poder de compra, impactando diretamente a capacidade dos MEIs de manterem seu padrão de consumo e investir em seus negócios.
A Necessidade de Correções e Incentivos
Para mitigar os efeitos dessa defasagem, é crucial considerar correções no teto de faturamento do MEI, assim como no Simples Nacional. Essas medidas visam garantir que os microempreendedores individuais consigam manter um nível de consumo adequado e continuar contribuindo para a economia. Além disso, é fundamental criar alternativas e incentivos para estimular o empreendedorismo, reconhecendo a importância dos MEIs na formalização do trabalho e na arrecadação de impostos.
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Controle Financeiro e Perspectivas Futuras
Enquanto as mudanças no teto do MEI não são implementadas, é essencial que os microempreendedores adotem um controle financeiro rigoroso. Monitorar as entradas e saídas diárias, identificar períodos de maior e menor receita, e utilizar planilhas ou aplicativos de acompanhamento de fluxo de caixa são práticas que podem auxiliar na reorganização das finanças e na tomada de decisões mais assertivas. A aprovação do projeto que aumenta o limite para quase R$ 145 mil, com correção automática pela inflação, é aguardada com expectativa, mas sua tramitação na Câmara dos Deputados desde 2021 demonstra a lentidão do processo.
A atenção e o apoio aos microempreendedores individuais são essenciais para garantir que eles continuem a prosperar e a impulsionar o crescimento econômico do país.



