Neurologista infantil Maria Isabel Moraes Jacini nos ajuda a entender o que é a paralisia cerebral no ‘PodFalar, Mãe!’
Apresentação do podcast Podfalar Mãe sobre paralisia cerebral, com a participação da neurologista infantil Isabel Assini e Marcella Mendonça, mãe de Bruno, uma criança com paralisia cerebral.
O que é paralisia cerebral?
A paralisia cerebral (PC) é um distúrbio neurológico que afeta o movimento e o tônus muscular, decorrente de lesão no cérebro ocorrida durante a gestação ou nos primeiros dois anos de vida. Causas incluem falta de oxigênio durante o parto, nascimento prematuro, infecções congênitas (como o zika vírus) e sangramentos no sistema nervoso central.
Tipos e desafios da paralisia cerebral
Existem diferentes tipos de PC, classificados pelo acometimento dos membros: hemiparesia (um lado do corpo), diparesia (apenas as pernas) e tetraparesia (braços e pernas). A aceitação do diagnóstico é um grande desafio para os pais, que precisam lidar com o luto do filho idealizado e se adaptar à nova realidade. A jornada inclui uma equipe multidisciplinar de profissionais (neurologista, ortopedista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, nutricionista) e terapias contínuas (fisioterapia motora e respiratória, terapia ocupacional, fonoaudiologia, hidroterapia, equoterapia).
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A possibilidade de independência varia de acordo com a gravidade da PC. Muitas crianças necessitam de dispositivos de mobilidade como andadores ou cadeiras de rodas, mas a fisioterapia e outros tratamentos contribuem significativamente para a qualidade de vida e desenvolvimento de habilidades. A PC não implica necessariamente deficiência intelectual.
Preconceito e inclusão
Marcella relata a dificuldade de lidar com o preconceito da sociedade, que muitas vezes associa a PC à incapacidade total e à falta de sentimentos. A falta de conhecimento leva a julgamentos cruéis e à invisibilização das pessoas com PC. A inclusão social é fundamental, garantindo o direito dessas crianças e adultos de estarem em todos os ambientes e de participarem plenamente da sociedade.
O episódio finaliza com um apelo à conscientização, à aceitação e à busca pela convivência respeitosa, superando o preconceito e garantindo a qualidade de vida das pessoas com paralisia cerebral.



