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PodFalar, Mãe! #26 Autismo

Bate-papo sobre o autismo ou transtorno do espectro autista encerra a série especial sobre crianças com desenvolvimento atípico
Autismo
Bate-papo sobre o autismo ou transtorno do espectro autista encerra a série especial sobre crianças com desenvolvimento atípico

Bate-papo sobre o autismo ou transtorno do espectro autista encerra a série especial sobre crianças com desenvolvimento atípico

Neste artigo, discutimos o Transtorno do Espectro Autista (TEA), indo além de sua definição e explorando a realidade de crianças e famílias que convivem com ele. Contamos com a ajuda de Miriam Pez, pedagoga e especialista em educação especial, e Ângela Boinha, mãe de uma criança autista.

Diagnóstico e Características do TEA

O TEA é uma condição ampla, com variações significativas entre indivíduos. Miriam explica que, enquanto antes se associava o autismo a comportamentos específicos (como balançar o corpo), hoje se reconhece a diversidade de manifestações. Na primeira infância, sinais podem incluir falta de comunicação verbal, isolamento, brincadeiras não funcionais com brinquedos (ex: girar a roda de um carrinho ao invés de brincar com ele como um veículo), e desvio do olhar para o rosto da mãe durante a amamentação. Atrasos no desenvolvimento motor, como andar na ponta dos pés, também são indicadores. O diagnóstico envolve observação clínica e relato dos pais, sendo importante buscar ajuda médica (pediatra, neurologista ou neuropsiquiatra) diante de suspeitas. O novo DSM caracteriza o TEA em três níveis: 1 (leve), 2 (moderado) e 3 (severo).

Tratamento e Desafios para as Famílias

Não há cura para o autismo, mas o tratamento, que varia conforme o caso, inclui medicação (para controlar agressividade, melhorar foco e atenção), fonoaudiologia, psicologia e terapia ocupacional. Ângela compartilha sua experiência como mãe de Maria Luisa, diagnosticada aos 2 anos e meio. Ela destaca a dificuldade inicial em lidar com a falta de afeto físico da filha, a sensibilidade excessiva e os episódios de agressividade. A adaptação requer paciência, compreensão e a busca por novas formas de demonstração de afeto. Miriam enfatiza a importância do apoio profissional para os pais, que também sofrem com a sobrecarga emocional e a luta por tratamento adequado. Ângela destaca a necessidade de combater o capacitismo e a culpa que muitas mães sentem.

A experiência de Ângela destaca a importância da busca precoce por diagnóstico e tratamento, bem como a necessidade de conscientização da sociedade para lidar com o autismo com mais respeito e inclusão. A luta por direitos e acesso a tratamentos adequados, incluindo o uso de cannabidiol, é uma realidade para muitas famílias. A mensagem final é de esperança, união e respeito, incentivando a busca por ajuda profissional e a denúncia de qualquer forma de preconceito.

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