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PodFalar, Mãe! #30 Introdução alimentar

Nutricionista Helena Raposo e a pediatra Daniela Otte Nunes explicam quando é o momento certo e trazem dicas para o início
introdução alimentar
Nutricionista Helena Raposo e a pediatra Daniela Otte Nunes explicam quando é o momento certo e trazem dicas para o início

Nutricionista Helena Raposo e a pediatra Daniela Otte Nunes explicam quando é o momento certo e trazem dicas para o início

Introdução Alimentar: Um Guia para Pais

O momento certo para começar

A introdução alimentar, também chamada de alimentação complementar, deve começar por volta dos seis meses de idade. Até então, o leite materno exclusivo é suficiente para nutrir o bebê. No entanto, a idade não é o único fator determinante. Sinais de prontidão, como o bebê conseguir sentar com apoio, pegar objetos com as mãos e levá-los à boca, e apresentar melhora no tônus muscular do pescoço e tronco, indicam que ele está fisicamente preparado para começar a comer. A maturidade das enzimas gástricas também é importante para a boa digestão dos alimentos.

Métodos de introdução alimentar

Existem diferentes métodos para introduzir alimentos ao bebê: papinha tradicional, BLW (Baby-Led Weaning ou desmame guiado pelo bebê) e BLISS (Baby-Led Introduction to Solids and Self-feeding). Não há comprovação científica de superioridade de um método sobre os outros. A recomendação é pela introdução mista, combinando alimentos pastosos com pedaços maiores, permitindo que a criança explore texturas, sabores e cores, e desenvolva autonomia na alimentação. O importante é que os alimentos sejam oferecidos de forma abrandada pelo cozimento, mas sem misturar tudo em um único purê. O guia alimentar para crianças menores de dois anos, do Ministério da Saúde, é uma excelente fonte de informações.

O que oferecer e o que evitar

Não há uma regra rígida sobre qual alimento introduzir primeiro. A recomendação é começar com alimentos variados, incluindo frutas, legumes, verduras, cereais, carnes e leguminosas, sempre cozidos e em consistência adequada à idade da criança. A quantidade a ser oferecida deve ser guiada pela própria criança, respeitando seus sinais de fome e saciedade. Um prato de sobremesa pode servir como parâmetro inicial. Evite açúcar, mel, melado e adoçantes artificiais até os dois anos de idade. O sal deve ser usado com moderação, preferindo temperos naturais. Alimentos potencialmente alergênicos podem ser introduzidos precocemente, aproveitando a janela imunológica até os nove meses. Evite alimentos industrializados, ricos em açúcar e sódio.

A introdução alimentar é um processo que requer paciência, observação e adaptação às necessidades individuais de cada bebê. Priorize o compartilhamento de refeições em família, criando hábitos alimentares saudáveis e prazerosos desde cedo. Lembre-se de que o objetivo é nutrir a criança, mas também promover o desenvolvimento de habilidades motoras, sensoriais e sociais relacionadas à alimentação.

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