Psicopedagogo Junior Cadima traz esclarecimentos sobre como criar vínculos com os pequenos desde os primeiros dias de vida
Neste artigo, discutimos a importância da qualidade do tempo dedicado aos filhos, em detrimento da quantidade. Com a participação do psicopedagogo Júnior Kadima, especialista em desenvolvimento infantil, exploramos como a interação e o brincar, desde os primeiros meses de vida, são cruciais para o aprendizado e desenvolvimento infantil.
A Importância do Movimento e da Interação nos Primeiros Anos
Júnior destaca que o movimento corporal é fundamental para a descoberta e interação do bebê com o mundo. A partir dos movimentos, como rastejar, engatinhar e andar, a criança explora seu ambiente e aprende de forma mais acentuada. Mesmo nos primeiros meses, momentos como troca de fraldas e banho podem ser oportunidades de interação e estímulo, criando um vínculo afetivo.
Brincadeiras e Atividades para Estimular o Desenvolvimento
Para crianças de dois a três anos, a autonomia e independência são marcantes. Júnior sugere brincadeiras que estimulem a criatividade e a coordenação motora, como pintura com guache e giz de cera, além de atividades mais simples como esconde-esconde e blocos de montar. A chave é a presença e a interação do adulto, sem distrações como celulares ou televisão. A leitura também é fundamental, apresentando o mundo letrado à criança e enriquecendo seu vocabulário. Atividades domésticas compartilhadas também contribuem para o desenvolvimento da autonomia e da interação.
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Qualidade em detrimento de Quantidade
O artigo enfatiza a importância da qualidade do tempo dedicado aos filhos. Depoimentos de mães com filhos de diferentes idades ilustram como a presença atenciosa e a interação genuína, mesmo em curtos períodos, são mais eficazes que horas de presença passiva. A rotina, a participação em atividades conjuntas e o exemplo dos pais são elementos-chave para construir um vínculo forte e um desenvolvimento saudável. A tecnologia pode ser usada de forma inteligente, como ferramenta para interação familiar e não como substituta da presença física e afetiva.



