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PodFalar, Mãe! #51 Impacto das Telas – 2

Você sabia que a exposição excessiva de crianças às telas pode causar atrasos na fala? Confira os detalhes no 'PodFalar, Mãe!'
impacto das telas
Você sabia que a exposição excessiva de crianças às telas pode causar atrasos na fala? Confira os detalhes no 'PodFalar, Mãe!'

Você sabia que a exposição excessiva de crianças às telas pode causar atrasos na fala? Confira os detalhes no ‘PodFalar, Mãe!’

Neste episódio de Pode Falar, Mãe!, discutimos os impactos do uso excessivo de telas em crianças, focando em dois problemas cruciais: o atraso na fala e os problemas de visão.

Atraso na fala e o uso de telas

A fona audióloga Andrea Balde explica que a exposição prolongada e unilateral às telas pode prejudicar o desenvolvimento da fala infantil. A interação bidirecional, crucial para a aquisição da linguagem, é limitada pelas telas. Apesar de vídeos educativos serem populares, a falta de interação real impede o aprendizado significativo. A especialista destaca a importância da interação durante brincadeiras e atividades, como leitura de livros, que promovem um repertório mais rico e desenvolvimento da linguagem. Vídeo chamadas, por outro lado, são consideradas diferentes, pois permitem a interação em tempo real. Andrea enfatiza que, embora cada criança tenha seu ritmo, por volta de um ano, a criança deve estar tentando falar suas primeiras palavras, e aos 18 meses, cerca de 50 palavras. Ela desmistifica a crença de que a habilidade motora (andar) impacta diretamente no desenvolvimento da fala, ressaltando que a exploração do ambiente contribui para um repertório mais amplo. Por fim, Andrea aconselha os pais a incentivarem a comunicação, evitando traduzir imediatamente os gestos da criança e a oferecerem estímulos ricos como livros, músicas e brincadeiras.

Problemas de visão e o uso excessivo de telas

A oftalmo pediatra Natalia Bello alerta sobre o aumento de casos de miopia em crianças, associado ao uso excessivo de telas. A miopia, um erro refrativo que dificulta a visão de longe, tem sido cada vez mais comum, especialmente após a pandemia. Natalia explica que, além do fator hereditário, o estilo de vida sedentário, a menor exposição à luz solar e o uso prolongado de telas contribuem para o desenvolvimento da miopia. Ela destaca a gravidade da miopia, que pode levar a outros problemas oftalmológicos, como glaucoma e catarata. A especialista recomenda o uso moderado de telas: até uma hora por dia para crianças até cinco anos, e até duas horas para crianças até sete anos. A luz azul emitida pelas telas também é prejudicial, causando fadiga visual e podendo acelerar o envelhecimento da retina. Natalia enfatiza a importância de consultas regulares ao oftalmologista, pois as crianças raramente relatam problemas de visão por si só. Sinais como dificuldade de acompanhar as aulas, dores de cabeça e sonolência durante atividades escolares podem indicar problemas de visão.

Em resumo, o uso excessivo de telas na infância pode ter consequências negativas significativas no desenvolvimento da fala e da visão. A moderação no uso das telas, aliada a estímulos ricos e interação real, são fundamentais para o desenvolvimento saudável das crianças. Acompanhamento médico regular também é crucial para a detecção precoce de problemas.

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