Ginecologistas obstetras explicam o que é e desmistificam conceitos atrelados a essa prática; confira o PodFalar, Mãe!
Larissa Castro entrevista especialistas em parto humanizado, desmistificando o conceito e abordando seus benefícios e os riscos da cesariana.
O que é parto humanizado?
O parto humanizado não se limita ao parto natural em casa sem anestesia. Ele prioriza o protagonismo da mulher, respeitando suas escolhas e a individualidade de cada situação. Tanto o parto vaginal quanto a cesariana podem ser humanizados, focando no respeito à mulher e sua família, com embasamento científico na conduta médica. O modelo de atendimento é informativo e participativo, estimulando a autonomia da mulher por meio de informação e acesso a recursos que a auxiliam a entender seu corpo e o processo do parto.
Benefícios do parto normal e riscos da cesariana
O parto normal apresenta diversos benefícios para a mãe e o bebê, incluindo menor perda sanguínea, recuperação física mais rápida, melhor transição respiratória para o recém-nascido, e maior facilidade na amamentação. A cesariana, por sua vez, é uma cirurgia que envolve riscos como sangramento excessivo, trombose, complicações em gestações futuras (como placenta prévia ou acretismo placentário), e pode levar a problemas respiratórios e alérgicos no bebê. A taxa de cesarianas no Brasil é alta, contrariando as recomendações da Organização Mundial da Saúde.
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Autonomia da mulher e desmistificando práticas
A mulher tem o direito de escolher a posição em que deseja parir, e o exame de toque deve ser realizado apenas com seu consentimento, com frequência limitada a cada quatro horas em situações normais. Práticas como episiotomia (corte na vagina) são desaconselhadas, pois causam danos que podem não ser revertidos. O parto em casa é uma opção, mas requer avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios, considerando as condições de saúde da mãe e do bebê e a disponibilidade de assistência médica de emergência.
Em suma, a humanização do parto implica em respeitar a autonomia da mulher, fornecer informações claras e precisas, e priorizar o bem-estar da mãe e do bebê, tomando decisões baseadas em evidências científicas e no respeito à individualidade de cada caso. A escolha entre parto normal e cesariana deve ser feita em conjunto com o profissional de saúde, considerando os riscos e benefícios de cada opção e respeitando a vontade da mulher.



