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PodFalar, Mãe! #64 Retinoblastoma

Larissa Castro conversa com Maristela Palazzi, médica oftalmologista, sobre esse tipo de câncer sua gravidade e tratamento
Retinoblastoma
Larissa Castro conversa com Maristela Palazzi, médica oftalmologista, sobre esse tipo de câncer sua gravidade e tratamento

Larissa Castro conversa com Maristela Palazzi, médica oftalmologista, sobre esse tipo de câncer sua gravidade e tratamento

Larissa Castro e Tiago Lifer, pais da pequena Lua, diagnosticada com retinoblastoma aos dois anos de idade, lançaram a campanha “Olho nos Olhinhos” para alertar sobre a importância do diagnóstico precoce desse tipo de câncer infantil. O retinoblastoma é um tumor que surge na retina, a parte interna do olho, e atinge principalmente crianças entre 0 e 5 anos.

Identificando o Retinoblastoma: Sinais e Sintomas

A doença, muitas vezes assintomática em estágios iniciais, pode apresentar alguns sinais como reflexo branco na pupila (em fotos com flash, por exemplo), estrabismo (vesguice) e movimentos oculares involuntários. A Dra. Maristela Palase, oftalmologista especialista em oncologia oftalmológica, explica que o reflexo branco, tecnicamente chamado de leucocoria, geralmente indica um tumor já avançado. O estrabismo, embora comum em crianças, também merece atenção e investigação.

Diagnóstico Precoce e Tratamento

O diagnóstico precoce é crucial para o sucesso do tratamento. A Dra. Palase destaca que o retinoblastoma é curável em mais de 95% dos casos se detectado enquanto estiver restrito ao globo ocular. O tratamento varia de acordo com a idade da criança, extensão do tumor e outros fatores, podendo incluir quimioterapia (intravenosa, intra-arterial ou intraocular), crioterapia (congelamento) e, em último caso, a remoção do globo ocular. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de preservar a visão e evitar tratamentos prolongados e complexos.

A Importância da Consulta Oftalmológica

A campanha enfatiza a necessidade de consultas oftalmológicas regulares, principalmente nos primeiros meses de vida. A Dra. Palase sugere que o exame de fundo de olho, com dilatação da pupila, deveria ser rotina em bebês, assim como o teste do pezinho. Este exame permite a detecção precoce não só do retinoblastoma, mas também de outras condições oculares. Em Campinas, existe uma lei que determina o encaminhamento de bebês para avaliação oftalmológica durante a aplicação das primeiras vacinas. Apesar de o exame exigir dilatação da pupila, o procedimento é rápido, indolor e os benefícios superam qualquer pequeno desconforto. A detecção precoce do retinoblastoma salva vidas e preserva a visão das crianças, impactando positivamente seu desenvolvimento e qualidade de vida.

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