Larissa Castro conversa com psicólogas sobre os desafios do período em que os bebês passam a se entender como indivíduos
Pode Falar, Mãe! mergulha no universo dos terríveis dois anos, uma fase desafiadora para pais e filhos. Com a participação da jornalista Larissa Castro, mãe de duas meninas, e das especialistas Josiane Andriguitte (psicóloga clínica) e Nanda Perim (especialista em inteligência parental), o episódio aborda as mudanças comportamentais nessa etapa do desenvolvimento infantil.
Desvendando os Terríveis Dois Anos
A psicóloga Josiane Andriguitte explica que essa fase, muitas vezes chamada de “adolescência da criança”, não se limita aos dois anos, podendo se estender dos 18 meses aos quatro anos. Caracterizada pela individuação, a criança começa a se perceber como um indivíduo separado dos pais, desenvolvendo consciência de suas vontades e desejos, expressos através do “eu quero” e “eu não quero”. Essa descoberta, embora positiva para o desenvolvimento infantil, representa uma ruptura com o padrão de comportamento anterior, gerando desafios para os pais acostumados a uma maior flexibilidade do bebê.
Lidando com as Birras: Dicas e Estratégias
As especialistas reforçam a importância de evitar castigos físicos, gritos e punições, que podem agravar a situação e prejudicar o vínculo familiar. Nanda Perim destaca a necessidade de validar as emoções da criança, reconhecendo a frustração, raiva ou tristeza por trás do comportamento. Em vez de rotular tudo como “birra”, é crucial identificar a emoção específica para melhor lidar com a situação. As especialistas sugerem o acolhimento e a tentativa de acalmar a criança antes de impor limites. Se o diálogo não for eficaz, desviar a atenção para outro estímulo pode ser uma estratégia útil. A constância e a repetição de comportamentos positivos são fundamentais para que a criança aprenda a lidar com suas emoções.
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Compreendendo o Comportamento Infantil
As especialistas respondem a perguntas enviadas pelas redes sociais, abordando temas como crianças que jogam objetos quando contrariadas, mentiras infantis e a interpretação de eventos por crianças pequenas. A ênfase é na importância de compreender as motivações por trás dos comportamentos, considerando fatores como cansaço, fome e a imaturidade do cérebro infantil em controlar impulsos. A necessidade de ensinar a criança a se comunicar de forma assertiva e a importância de os pais escolherem suas batalhas são destacadas. A conclusão é que a paciência, a consistência e a compreensão são fundamentais para navegar pelos desafios dessa fase.



