Apresentadora Larissa Castro justifica a ausência explicando o desafio que encarou com um descolamento retrocoriônico
Larissa Castro, em seu retorno ao podcast Pode Falar, Mãe, após uma licença médica de três semanas, aborda um tema delicado: o descolamento retrocoriônico, que a acometeu durante a gravidez. Acompanhada pelo Dr. Elton Carlos Ferreira, mestre e doutor em obstetrícia pela Unicamp, ela esclarece dúvidas sobre esse problema.
O que é descolamento retrocoriônico?
O descolamento retrocoriônico, ou hematoma retrocoriônico/subcoriônico, consiste em um sangramento entre o saco gestacional e a parede uterina. O Dr. Ferreira explica que, embora semelhante ao descolamento de placenta (que ocorre após a 20ª semana de gestação), o descolamento retrocoriônico acontece antes desse período e está mais associado ao risco de aborto. A descoberta muitas vezes se dá por meio de um ultrassom, mesmo na ausência de sintomas como cólicas ou sangramento.
Causas, sintomas e tratamento
Embora não haja uma causa específica comprovada, fatores como viroses e esforço físico intenso podem ser associados ao problema, mas sem comprovação científica de causa e efeito. O sangramento é o sintoma mais comum, levando a mulher a procurar atendimento médico. O tratamento varia, mas o repouso relativo (evitar atividades físicas intensas) e a progesterona são condutas comuns, embora a eficácia da progesterona não seja totalmente comprovada em todos os casos. A decisão sobre o tratamento é individualizada, considerando fatores como tamanho do hematoma, histórico de abortos e idade gestacional.
Leia também
Acompanhamento e prognóstico
O hematoma retrocoriônico geralmente se resolve em poucas semanas, sendo a expansão do hematoma, e não o tempo de reabsorção, o fator mais preocupante. A presença de batimentos cardíacos fetais é um bom prognóstico, com alta chance de evolução positiva da gravidez. Embora a experiência possa levar a um acompanhamento mais próximo em gestações futuras, devido a um maior risco de complicações como parto prematuro e descolamento de placenta, a maioria das gestações evolui normalmente. O acompanhamento médico regular é fundamental para tranquilidade e sucesso da gravidez.
Larissa reforça a importância do acompanhamento médico pré-natal e de uma rede de apoio emocional para lidar com as preocupações e ansiedades inerentes a esse tipo de situação. A mensagem final é de esperança e tranquilidade, enfatizando que, com o acompanhamento adequado, a chance de um desfecho positivo é grande.



