Sobre o artista e a 23ª edição do evento, que acontece entre 1º e 11 de atrássto, ouça a curadora da FIL Adriana Silva
A 23ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto já tem data: será realizada de 1 a 11 de atrássto. Em entrevista à CBN, Adriana Silva, curadora do evento e vice-presidente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, detalhou a proposta desta edição e adiantou nomes, temas e projetos que vão compor a programação.
Tema central e abordagem curatorial
O fio condutor da mostra será a reflexão sobre os “cotidianos poéticos”, que percorre cinco séculos de história — de Luís de Camões, cujo nascimento completa 500 anos em 2024, até as manifestações poéticas contemporâneas, como as chamadas “batalhas de rima” nas ruas. Segundo Adriana Silva, a intenção não é dedicar-se exclusivamente a Camões, mas usar a efeméride como ponto de partida para discutir como a poesia se manifesta em diferentes tempos e espaços.
“Há poesia em todo cotidiano, inclusive naquilo que não é tipicamente belo”, afirmou a curadora, que prometeu mesas, leituras e intervenções visuais articuladas nesse eixo temático.
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Projetos, homenagens e diversidade
A curadoria aposta na pluralidade de vozes: além dos debates sobre a influência portuguesa, a programação inclui o projeto “Povos do Mundo”, que abordará, entre outros tópicos, os 150 anos da imigração italiana e os 200 anos da imigração alemã ao Brasil. Nomes já confirmados e homenageados estarão presentes — entre eles, referências da educação e da literatura contemporânea — e o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jorge Lima, foi anunciado como patrono da edição.
Adriana também citou a escolha de Ferreira Gullar como contraponto poético a Camões, e a presença de referências da literatura de matriz africana e de movimentos sociais, indicando um formato curatorial plural e proposições que dialogam com diferentes gerações e formações.
Formação, tecnologia e transversalidade artística
A feira se apresenta além do formato tradicional: haverá ações de formação ao longo do ano, a exemplo do projeto “Combinando Palavras”, com atividades a partir de março dirigidas a professores e leitores das redes municipal e estadual. A intenção é que a feira seja o ápice de um trabalho continuado de fomento à leitura.
Questões tecnológicas também entram na pauta: a organização trabalha com a possibilidade de formato híbrido, conectando plateias presenciais e remotas, além de discutir o papel do livro na era digital. A programação inclui ainda música, teatro, dança e artes visuais, ressaltando a visão da literatura como uma arte transversal que dialoga com outras linguagens.
A organização reforça que a feira será um espaço de encontro para diferentes públicos e idades, com uma programação voltada tanto para especialistas quanto para o público geral. Os detalhes sobre calendário de mesas, convidados e atividades educativas serão divulgados nas próximas semanas.



