Escutas telefônicas apontam que ex-vereador deu dinheiro a um golpista que se passava como funcionário do Ministério Público
Em julho do ano passado, pouco antes de uma operação do Ministério Público Federal (MPF), um homem que se identificou como procurador da instituição procurou Walter Gomes. A conversa, gravada, ocorreu quando Gomes ainda presidia o sindicato dos motoristas de Ribeirão. O foco era uma possível operação do MPF no sindicato.
Negociação e Propina
O falso procurador, que se identificou como Fernando Marques Vasconcelos (nome não confirmado pelo MPF), revelou seu objetivo: obter dinheiro de Walter Gomes. Apesar das alegações de dificuldades financeiras do sindicato, uma negociação ocorreu, culminando em um acordo para depósito de propina na conta do suposto procurador. Mensagens trocadas indicam valores de até R$ 5 mil e prazos para o pagamento.
Investigação e Desdobramentos
Walter Gomes encontra-se preso, suspeito de corrupção na Câmara e afastado da presidência do sindicato. A atual diretoria afirma desconhecer a situação, atribuindo as ações a Gomes, que agia de forma independente. O MPF negou a existência de funcionário com o nome de Fernando Marques Vasconcelos e qualquer tipo de cobrança por parte da instituição. O advogado de Gomes, Júlio Mocin, disse não ter conhecimento da conversa gravada.
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O caso levanta questionamentos sobre a transparência na gestão do sindicato e a necessidade de investigações mais aprofundadas para esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos. A falta de confirmação da identidade do suposto procurador e a negação do MPF sobre o ocorrido adicionam complexidade à situação, exigindo uma apuração minuciosa para determinar a veracidade dos fatos e identificar os responsáveis pelas irregularidades.



