Tenente Márcio Uzueli Neto faz um panorama da fiscalização que durou três meses; foram mais de 200 autuações
Após três meses de restrições devido à piracema, período de defeso para reprodução dos peixes, a pesca está liberada a partir de março. No entanto, a atividade está sujeita a regras específicas.
Fiscalização e Resultados
Durante o período de defeso, a Polícia Ambiental realizou patrulhamento terrestre e aquático, apreendendo mais de 1,5 tonelada de peixes e cerca de 500 objetos de pesca (tarrafas, molinetes, embarcações e petrechos). Houve um aumento significativo nas infrações em relação ao ano anterior.
Regras para Pescadores
A legislação diferencia pescadores profissionais e amadores. Para os amadores, a pesca é permitida com linha de mão, vara com molinete e iscas naturais ou artificiais. É obrigatória a observação do tamanho mínimo para cada espécie. No Rio Pardo, por exemplo, o tamanho mínimo do piauçu é de 25 cm e da piapara, 40 cm. A fiscalização permanece ativa, com atenção especial a áreas de cachoeiras e barragens, mantendo a distância mínima de 200 metros em corredeiras e cachoeiras, e 1500 metros em locais como a usina hidrelétrica de Santa Rosa do Viterbo.
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Fiscalização Contínua e Denúncias
Apesar da liberação da pesca, a fiscalização da Polícia Ambiental continua. Mais de 200 autos de infração foram aplicados, resultando em quase R$ 400 mil em multas. O processo administrativo para cada infração é demorado. Para denunciar irregularidades, a população pode entrar em contato com a Polícia Ambiental presencialmente ou por telefone. A colaboração da sociedade é fundamental para garantir a sustentabilidade da pesca e a preservação dos recursos naturais.



