A Polícia Civil continua as buscas pela manicure Ivanilda da Silva de Azevedo, desaparecida em Taquaritinga. O principal suspeito de envolvimento no caso, Wellington Rodolfo Pinheiro da Silva, de 38 anos, foi preso na última sexta-feira e confessou participação no crime, segundo a investigação.
Após a prisão, Wellington acompanhou as equipes durante as buscas realizadas na zona rural e indicou pontos onde o corpo da manicure poderia estar. No entanto, nada foi encontrado. Imagens feitas por drone mostram a extensão da área percorrida pelos investigadores.
A última imagem de Ivanilda registrada pela polícia é do dia 21 de setembro, por volta das 23h40. Ela aparece ao lado de Wellington. Em outro registro, feito momentos antes, o suspeito estava em um bar com o marido da manicure. Os dois eram amigos.
Área de buscas
No dia seguinte ao desaparecimento, o carro de Ivanilda foi encontrado queimado em uma estrada de terra na zona rural. Na segunda-feira, as equipes passaram o dia percorrendo a área com a presença do próprio suspeito, que apontou possíveis locais onde o corpo poderia estar.
De acordo com as informações apresentadas durante a busca, cerca de 90% da área foi mapeada. A varredura também contou com o apoio de dois cães da Guarda Civil de Sertãozinho. As equipes agora devem concentrar o trabalho nos pontos que ainda precisam ser vistoriados.
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O integrante da equipe de buscas Ronaldo de Souza Silva afirmou que as informações fornecidas pelo suspeito não são precisas. Segundo ele, Wellington alegou que estava sob efeito de álcool e não se lembrava exatamente do local, apenas que seria próximo de onde o carro foi queimado.
Família busca
Segundo Ronaldo, o suspeito informou à equipe e ao delegado que teria arrastado Ivanilda até uma área de mata próxima a um riacho. O local é descrito como uma região de vegetação mais fechada, semelhante a uma mata ciliar. As equipes também verificaram o riacho, considerado raso.
Familiares e amigos de Ivanilda também participam das buscas por conta própria. A amiga Marta da Silva relatou a angústia durante a procura pela manicure e afirmou que cada área percorrida aumenta a apreensão diante da possibilidade de encontrar alguma pista.
A filha de Ivanilda, Lauanda Borges, também criticou a falta de informações precisas sobre o paradeiro da mãe. Segundo ela, mesmo com o suspeito preso, a família continua sem respostas sobre o local onde Ivanilda estaria.
A polícia informou que novas buscas na zona rural serão realizadas quando houver informações mais precisas sobre o possível local onde Ivanilda teria sido enterrada.


