Grupo planejava assaltar uma empresa de valores em Ribeirão Preto
A Polícia Civil assumiu a investigação de um grupo suspeito de planejar um assalto em Ribeirão Preto. O caso, mantido em sigilo, envolve nove indivíduos presos que faziam parte de um grupo de contenção, responsáveis por cercar a área e desviar a atenção da polícia durante ações criminosas. A hipótese é que a quadrilha seja bem maior, contando com mais integrantes além dos presos.
Duas Linhas de Investigação
As investigações seguem duas linhas principais. A primeira foca na localização da chácara onde o grupo foi preso, próxima a duas empresas de transporte de valores e com fácil acesso pela Rodovia Anhanguera. A segunda hipótese é que o alvo não fossem as empresas, mas sim os carros-fortes que trafegam pela região. A suspeita surgiu após a descoberta de um mapa na chácara, que inicialmente foi considerado rota de fuga, mas que pode indicar também o trajeto dos carros-fortes.
A Operação Policial
A Polícia Militar monitorou os suspeitos, vindos de São Paulo, por cerca de uma semana. No domingo, após se instalarem em uma chácara no Jardim Cândido Portinari, 80 policiais prenderam a quadrilha. O armamento apreendido incluía cinco fuzis, dois deles calibre 7,62 com brasão das Forças Armadas, além de carros blindados (um roubado e com placas adulteradas), três pistolas, rádios comunicadores, munição, celulares, máscaras e R$ 2.500 em dinheiro. Chama atenção a apreensão de um bloqueador de celular e um inibidor de comunicação, que impossibilitariam o alerta à polícia durante o crime.
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A operação foi desencadeada por uma denúncia anônima na capital paulista. A PM destaca a importância de denúncias para o sucesso de operações policiais, contrastando com o caso de julho de 2022, onde uma explosão em uma empresa de valores resultou em mortes e deixou a população traumatizada. A ação bem-sucedida, sem disparos e feridos, demonstra a eficácia do trabalho policial baseado em informações precisas.
A polícia solicita a colaboração da população por meio do telefone 190 para denúncias. Os nove presos foram encaminhados ao CDP de Ribeirão Preto, e as investigações sobre a origem dos fuzis das Forças Armadas continuam.



