Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
Jonathan Calegari, um jovem de 18 anos, foi preso sob a acusação de liderar uma quadrilha especializada em roubo de veículos. A polícia o descreve como alguém que agia com extrema violência e sempre portava uma arma durante os crimes.
Disfarces e Elegância para Surpreender Vítimas
Para evitar ser reconhecido, Jonathan usava disfarces elaborados em cada ação. Segundo o delegado Ricardo Turra, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), ele se vestia bem, com camisas sociais e óculos, buscando surpreender suas vítimas. “Não aparentava… Pelas vestes, ele ia trajado com camisa social, calça social, um óculos que ele mesmo alegou que era para disfarce, então ele é muito bem vestido”, explicou o delegado.
Prejuízo Milionário e Roubos por Encomenda
As investigações apontam que a quadrilha chefiada por Jonathan é responsável pelo roubo de aproximadamente 80 veículos somente neste ano, causando um prejuízo estimado em mais de 2 milhões de reais. Em depoimento ao diretor do Denter 3, João Osinski Jr., Jonathan confessou que praticava os roubos sob encomenda, recebendo cerca de mil reais por cada veículo entregue. A polícia suspeita que os carros roubados, geralmente modelos novos e de alto valor, eram clonados.
Leia também
Prisão e Alegações de Necessidade
Jonathan Calegari foi localizado em um barraco na favela do Brejo, na zona norte da cidade. Durante a apresentação na DIG, ele admitiu ter roubado 40 veículos, alegando que agia por necessidade. “Eu roubava porque tenho sobrinho pequeno, mas eu nunca fiz nada de mal com ninguém, não. O cara estava mesmo, era para me defender, eu nunca fui em nada de mal com ninguém, não. Não queria ter feito isso, não, mas necessidade fez eu fazer. Passava fome, não tinha lugar para morar, um monte de coisa”, declarou.
Próximos Passos da Investigação
A polícia atrásra busca identificar os demais membros da quadrilha e recuperar os veículos roubados. Jonathan foi encaminhado à cadeia de Santa Rosa de Viterbo, onde cumprirá prisão temporária por 30 dias.
O caso segue em investigação, com o objetivo de desmantelar completamente a organização criminosa e responsabilizar todos os envolvidos.



