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Polícia Civil conclui análise de documentos e sobe o número de envolvidos

Delegado afirma estar surpreso com o número de empresas e executivos do alto escalação de Prefeituras envolvidos
Polícia Civil
Delegado afirma estar surpreso com o número de empresas e executivos do alto escalação de Prefeituras envolvidos

Delegado afirma estar surpreso com o número de empresas e executivos do alto escalação de Prefeituras envolvidos

A Polícia Civil desmantelou um esquema de fraude em licitações e concursos públicos liderado por Marlene Galiasso. A operação, batizada de “Ki”, revelou a existência de carimbos e documentos de empresas concorrentes na sede da empresa de Galiasso, indicando um conluio para direcionar os resultados.

O Modus Operandi da Fraude

Segundo o delegado Gustavo André Alves, as empresas participantes entravam nos processos licitatórios apenas para cumprir formalidades legais e evitar suspeitas. A análise dos documentos apreendidos revelou um número alarmante de licitações e concursos possivelmente fraudados. Foram identificados 28 processos licitatórios com fortes indícios de fraude, além de 27 concursos com suspeitas de manipulação para aprovação de candidatos.

Valores Envolvidos e Mecanismos de Fraude

O delegado Alves também revelou os valores pagos para garantir a aprovação em concursos, que variavam de R$ 3 mil a R$ 35 mil. Um caso específico envolveu a compra de uma vaga de assessor jurídico em Jaboticabal. Os gabaritos originais preenchidos pelos candidatos foram analisados, revelando discrepâncias entre as respostas e as notas publicadas no edital final. Acredita-se que a quadrilha tenha faturado mais de R$ 2 milhões com as fraudes.

Investigações e Próximos Passos

As investigações abrangem o período de 2014 até o presente, com indícios de que o valor total desviado pode ser ainda maior, considerando a possível destruição de provas de anos anteriores. As fraudes estão sendo apuradas em 17 cidades, e as delegacias de cada município assumirão a responsabilidade pelas investigações. Vinte e nove pessoas foram indiciadas, com 14 permanecendo presas e outras respondendo em liberdade por colaboração ou por terem se beneficiado das fraudes. Um empresário de Ribeirão Preto, Victor Nazaki, está foragido.

A operação policial representou um golpe significativo contra a corrupção em prefeituras municipais, interrompendo essa estratégia de desvio de recursos públicos.

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