Agentes apreenderam documentos e equipamentos em duas casas de possíveis envolvidos em esquema de fraudes processuais
A quarta fase da Operação Thames, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado) com apoio da Polícia Civil, trouxe novas revelações sobre um esquema de fraudes que movimentou quase R$ 100 milhões. Desta vez, a investigação mira sindicatos e associações ligadas à área de enfermagem, suspeitas de captar clientes para escritórios de advocacia envolvidos no esquema.
Alvos da Operação
Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas casas de Evaldo Barbosa do Nascimento, presidente da Associação dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Ribeirão Preto e Região, e Sidmar da Véria Oliveira, presidente do Nucante (Núcleo de Combate ao Assédio Moral no Trabalho). Foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos que serão analisados para auxiliar nas investigações. A polícia suspeita que as associações eram usadas como fachada para captar clientes.
Modus Operandi e Implicações
Segundo informações da Polícia Civil, Evaldo e Sidmar teriam sido afastados de suas funções em outras entidades por atos incompatíveis com as políticas institucionais. A investigação aponta que os investigados, em conjunto com os advogados presos na primeira fase da operação, conseguiam ilegalmente dados de clientes de bancos para entrar com ações judiciais sem o conhecimento das vítimas. As vítimas eram abordadas com a promessa de quitação de dívidas, assinando procurações sem conhecimento do conteúdo.
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Desdobramentos e Conclusões
Evaldo, ao ser abordado, negou envolvimento com os advogados presos e afirmou que se manifestará após ter acesso às acusações. A investigação continua em andamento, com a análise dos documentos e equipamentos apreendidos. O caso demonstra a complexidade do esquema criminoso e a necessidade de aprofundar as investigações para responsabilizar todos os envolvidos e reparar os danos causados às vítimas.



