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Polícia Civil de Ribeirão Preto investiga golpe milionário de revisão de aposentadoria

Empresa suspeita do crime teria feito 1,5 mil vítimas na cidade; também há investigações em São Paulo, São Bernardo e São Carlos
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Empresa suspeita do crime teria feito 1,5 mil vítimas na cidade; também há investigações em São Paulo, São Bernardo e São Carlos

Empresa suspeita do crime teria feito 1,5 mil vítimas na cidade; também há investigações em São Paulo, São Bernardo e São Carlos

A recente operação policial em Ribeirão Preto desmantelou um esquema que lesou milhares de aposentados, pensionistas e servidores públicos. A ação, deflagrada na última sexta-feira em uma filial da associação ASAP, revelou a magnitude da fraude, estimada em milhões de reais.

A Descoberta da Fraude

De acordo com o delegado Luiz Geraldo Dias, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 60 milhões nas contas da empresa. A investigação revelou um esquema sofisticado, onde boletos no valor de R$ 1.096,00 eram cobrados de idosos sob a promessa de revisão de aposentadoria. Os documentos apreendidos continham informações detalhadas das vítimas, incluindo nomes, endereços e valores pagos à vista, em cheque ou cartão de crédito.

O Mecanismo do Golpe

Antônio Silva, um aposentado de 67 anos, relatou ter sido atraído pela ASAP através de uma carta personalizada que oferecia um levantamento para verificar a possibilidade de revisão de sua aposentadoria. Após a análise, a empresa informou que ele tinha direito a um saldo a receber, convencendo-o a pagar pelos custos do processo. Outros aposentados, como Joel Nardini, também foram lesados, descobrindo que seus processos haviam sido arquivados e perdendo o contato com a empresa após questionamentos.

A Defesa da Empresa

O advogado da ASAP, Elton Pesan, negou as acusações e anunciou que entrará com uma denúncia na Corregedoria da Polícia Civil contra o delegado responsável pela investigação. Ele contestou o valor bloqueado, alegando que não existem R$ 60 milhões nas contas da empresa. Pesan admitiu o envio de cartas aos aposentados, justificando que o objetivo é orientá-los sobre a necessidade de revisão de seus benefícios. No entanto, ele não soube explicar como a empresa obtém os dados pessoais dos beneficiários.

O responsável pela filial de Ribeirão Preto, Carlos Tadeu da Silva, foi indiciado por estelionato, crime contra o sistema financeiro e crime contra o consumidor. A investigação continua, buscando identificar todos os envolvidos e responsabilizá-los pelos prejuízos causados às vítimas.

A complexidade do caso e o número de vítimas ressaltam a importância de que aposentados e pensionistas estejam atentos a ofertas de serviços que prometem facilidades na revisão de benefícios, buscando sempre orientação de profissionais e órgãos de confiança.

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