Delegado responsável pelo caso deve pedir a prisão preventiva do casal suspeito de assassinar a comerciante em Franca
Um casal e um amigo são suspeitos de matar Núbia Ribeiro, de 21 anos, em um crime bárbaro que chocou a cidade. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Márcio Murari, os três serão indiciados por homicídio triplamente qualificado com ocultação de cadáver.
Suspeitos e versões conflituosas
Os suspeitos são Laohani do Prado, estudante de direito, Leonardo do Cantieri, auxiliar de mecânico e ex-namorado da vítima, e Ítalo Vinicius Neves, amigo do casal. Laohani, em depoimento, apresentou uma nova versão dos fatos, afirmando que Leonardo convenceu Núbia a entrar no carro. Segundo seu relato, Núbia teria atacado Laohani com uma faca, momento em que Ítalo teria dominado e golpeado Núbia. Apesar das contradições entre os depoimentos, o delegado afirma que o casal sustenta a mesma versão: Ítalo teria matado Núbia.
Evidências e investigações em andamento
O delegado Murari afirmou não ter dúvidas sobre a participação de Laohani e Cantieri no crime, embora ainda não esteja claro quem desferiu as facadas e pancadas que resultaram na morte da jovem, que apresentava traumatismo craniano, segundo o Instituto Médico Legal. As investigações seguem para esclarecer o nível de envolvimento de Ítalo, com a análise de laudos periciais do local do crime e do veículo utilizado pelos suspeitos, onde foram encontrados galões de gasolina. A polícia também aguarda mais dois depoimentos. O delegado descartou a necessidade de uma reconstituição do crime.
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Desdobramentos e próximos passos
Os três suspeitos estão presos temporariamente e a prisão preventiva deve ser solicitada ao final do inquérito, previsto para a próxima semana. A defesa de Laohani afirma que ela apenas forneceu mais informações à polícia, sem mudar sua versão anterior. A defesa de Leonardo Cantieri não quis se pronunciar. Ítalo Neves estava sem advogado no momento da reportagem. A investigação deve ser concluída até o fim do mês. A elucidação completa do caso depende da análise das evidências e dos depoimentos restantes, buscando definir a responsabilidade de cada envolvido na morte de Núbia Ribeiro.



