A Polícia Civil cumpriu nesta quinta-feira (28) mandados de busca e apreensão em Ribeirão Preto durante a segunda fase da operação Chave de Roda, que investiga uma rede de serviços automotivos suspeita de aplicar golpes em clientes em diferentes regiões do país.
As ações foram conduzidas pela Polícia Civil de Mogi das Cruzes, na região do Alto Tietê, e tiveram como alvo duas unidades da rede em Ribeirão Preto, além de outros imóveis ligados aos investigados. Durante a operação, os policiais apreenderam computadores, celulares, documentos, armas e veículos que, segundo a investigação, podem ter sido adquiridos com dinheiro obtido por meio dos supostos golpes.
Golpes investigados
Segundo a Polícia Civil, clientes procuravam as lojas para realizar serviços simples, como troca de pneus ou manutenção básica, mas acabavam convencidos a pagar por reparos e peças considerados desnecessários. De acordo com o delegado Lon Ribeiro Silva, a investigação identificou uma estrutura organizada dentro das lojas para conduzir os atendimentos e persuadir os consumidores.
A polícia afirma que o atendimento começava pelo telemarketing, passava por gerentes, vendedores e mecânicos, que apontavam supostas avarias nos veículos para justificar os serviços adicionais cobrados dos clientes.
Telemarketing nacional
Ao todo, cinco endereços foram alvo da operação em Ribeirão Preto. Entre eles estão duas lojas da rede na Avenida Francisco Junqueira, a residência do responsável pela franquia na cidade, o imóvel de uma funcionária investigada e uma central de telemarketing.
Segundo o delegado, era dessa central instalada em Ribeirão Preto que partiam ligações para clientes de todo o Brasil. Após o contato inicial, os consumidores eram direcionados para unidades da rede mais próximas.
As investigações apontam que o mesmo modelo de atendimento era utilizado em lojas de São Paulo, Goiás, Paraná e Santa Catarina. A Polícia Civil informou que o esquema foi identificado após diversos boletins de ocorrência registrados em Mogi das Cruzes.
Investigação ampliada
A polícia passou a identificar semelhanças entre denúncias registradas em diferentes cidades, além de prisões em flagrante realizadas anteriormente em unidades da rede. Em Piracicaba, uma loja ligada ao grupo já havia sido denunciada por práticas abusivas. Nesta semana, três homens foram presos após um casal contratar um serviço de cerca de R$ 300 e receber cobrança final de aproximadamente R$ 6 mil.
Nesta fase da operação, não houve prisões em Ribeirão Preto. Todo o material apreendido será analisado pela Polícia Civil, que deve produzir novos relatórios para dar continuidade às investigações. A reportagem tentou contato com a empresa e com a marca das lojas investigadas, mas não obteve retorno até a conclusão da apuração.



