Prefeitura de Taquaritinga abriu sindicância para investigar o caso; mulher teria sofrido um infarto
A família de Isilda Belardo de Almeida, de 52 anos, acusa a equipe médica da UPA de Takuari Tinga de negligência, alegando que a falta de atenção adequada contribuiu para o falecimento da dona de casa.
Alta Prematura Após Queixas
Segundo o filho de Isilda, o mecânico Benedito Rogério de Almeida, sua mãe procurou a UPA no dia 24 de atrássto, queixando-se de tontura, náuseas, formigamento nos braços, dores nas pernas e no abdômen. Apesar de ser hipertensa crônica e fazer uso de medicação controlada, ela foi submetida a um eletrocardiograma e liberada em menos de uma hora, sem qualquer medicação. Benedito relata que o médico minimizou os sintomas, atribuindo-os a causas psicológicas, o que trouxe um falso alívio à família.
Retorno de Emergência e Falecimento
A situação se agravou rapidamente. Menos de quatro horas após receber alta, Isilda desmaiou em casa e foi levada novamente à UPA pelo marido e filho. Desta vez, a equipe médica tentou reanimá-la, mas sem sucesso. Conforme o relato do filho, Isilda já chegou à unidade sem sinais vitais, o que é corroborado pela ausência de triagem no segundo atendimento. O atestado de óbito apontou arritmia cardíaca, infarto agudo do miocárdio e hipertensão arterial crônica como causas da morte.
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Investigação em Andamento
Aristides de Almeida, marido de Isilda, acredita que a internação e observação mais prolongada na UPA poderiam ter salvado a vida da esposa. A família registrou um boletim de ocorrência e o caso está sendo investigado pela polícia. O delegado Claudemir Aparecido Pereira da Silva informou que está colhendo depoimentos dos familiares e convocará a equipe médica responsável pelo atendimento. Exames e laudos serão anexados ao inquérito. Caso a negligência seja comprovada, o médico poderá responder por homicídio culposo.
A Prefeitura de Takuari Tinga informou que instaurou uma sindicância para apurar o ocorrido e se colocou à disposição da família para prestar esclarecimentos.
O caso segue sob investigação, buscando esclarecer as circunstâncias que levaram ao falecimento de Isilda e determinar se houve falha no atendimento médico prestado.



