Apuração do caso segue e um dos resgatados com vida, que está internado, ainda deve ser ouvido pelos agentes
Tragédia em Altinópolis: Depoimentos de sobreviventes e dono de escola de bombeiros
Depoimentos na delegacia
A tragédia na gruta de Altinópolis, que resultou na morte de nove bombeiros civis, continua sob investigação. Hoje, o dono da escola de treinamento, Sebastião Abreu, prestou depoimento à delegacia, sendo o primeiro entre os 11 bombeiros sobreviventes a serem ouvidos. Seu depoimento durou cerca de 40 minutos. Outros sobreviventes, incluindo o instrutor Rafael, também prestaram depoimentos, fornecendo detalhes sobre o percurso, a análise de risco realizada antes da entrada na gruta e as condições climáticas na noite do acidente. Rafael relatou que, apesar de um céu limpo no início, uma forte chuva atingiu a região por volta das 22h ou 23h, dificultando a saída do grupo e contribuindo para o desabamento.
Investigação em andamento
O delegado responsável pelo caso espera concluir o inquérito em 30 dias, aguardando também o resultado da perícia na gruta, que deve ficar pronto em 10 dias. Sebastião Abreu, em seu depoimento, afirmou ter realizado avaliações de risco antes e no dia do treinamento, preferindo aguardar os resultados da perícia para comentar sobre a influência da chuva no desabamento. Um bombeiro civil ainda aguardava para ser ouvido no momento da última atualização.
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A tragédia
O acidente ocorreu na madrugada de sábado para domingo, durante um treinamento na gruta Duas Bocas. Um desabamento soterrou dez pessoas, nove das quais morreram. Uma sobrevivente permanece hospitalizada. O caso destaca a importância da segurança em treinamentos em ambientes de risco e a necessidade de rigorosas avaliações prévias para minimizar acidentes.



