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Polícia Civil pede quebra de sigilo de supostos envolvidos em assalto à Prosegur

Pessoas que passaram perto de chácara onde criminosos estavam hospedados podem ajudar nas investigações
assalto Prosegur
Pessoas que passaram perto de chácara onde criminosos estavam hospedados podem ajudar nas investigações

Pessoas que passaram perto de chácara onde criminosos estavam hospedados podem ajudar nas investigações

A Polícia Civil de Ribeirão Preto enfrenta desafios na investigação do megaassalto à empresa Pró-Segura, ocorrido em julho de 2022. Em busca de novas pistas sobre a quadrilha, a polícia solicitou à Justiça o acesso a dados de usuários de smartphones que estiveram próximos ao local onde os assaltantes se hospedaram entre os dias 2 e 5 de julho.

Pedido de Quebra de Sigilo: Uma Polêmica

A requisição incluía endereços de e-mail e fotos de cerca de 100 usuários, abrangendo um raio de 500 metros da chácara. O pedido, que incluía dados do Google, Apple e Microsoft, gerou polêmica e foi considerado ilegal pelo advogado criminal Otávio Belardi. Ele argumenta que a quebra de sigilo exige autorização judicial individual, com indícios concretos da participação de cada pessoa no crime. A solicitação abrangia até mesmo pessoas que apenas transitavam pela Rodovia Anhanguera no período, levantando questionamentos sobre a violação da privacidade.

Decisão Judicial e Recursos

Inicialmente, a Justiça de Ribeirão Preto autorizou o acesso a dados limitados: informações de contas de e-mail, locais salvos no Google Maps e histórico de localização dos últimos 30 dias anteriores ao crime. No entanto, tanto o Google quanto o advogado contestaram a legalidade do pedido, alegando inconstitucionalidade. O Google recorreu ao Tribunal de Justiça e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, em 24 de fevereiro, determinou a suspensão imediata da exigência, até que o caso fosse melhor analisado. A Polícia Civil e o Ministério Público se recusaram a comentar o assunto, alegando sigilo nas investigações.

Direitos em Conflito

O caso evidencia um conflito entre a necessidade de elucidação de crimes graves e a proteção do direito à privacidade. Enquanto a sociedade demanda a resolução eficiente do caso, o acesso indiscriminado a dados pessoais de milhares de indivíduos levanta sérias preocupações éticas e legais. A decisão final sobre o acesso aos dados ainda está pendente, e o debate sobre os limites da investigação criminal em relação aos direitos individuais permanece em aberto.

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