Apenas a mãe da vítima e a menor envolvida no crime participaram da simulação
Nesta quinta-feira, ocorreu a reconstituição da morte de Táberli Losano, em meio à curiosidade de moradores e parentes da vítima. A mãe da adolescente, Tatiana Losano Pereira, de 32 anos, e a própria adolescente, que ajudaram a arquitetar o crime, participaram acompanhadas pelos investigadores.
Versões Conflitantes
O delegado Elton Reigns classificou o trabalho como esclarecedor, apesar de divergências nos relatos das suspeitas. Tatiana manteve a versão de que queria apenas assustar o filho, afirmando que atraíram-no até a casa, onde outros autores o agrediram. Ela nega ter desferido o golpe final, ao contrário da adolescente, que atribui a ação à mãe. Essa divergência de posicionamentos, mantida desde o inquérito, permanece.
Ausência de Alguns Acusados
Alex Pereira (padrasto) e os jovens Vitor Roberto da Silva e Miller da Silva Barissa não participaram da reconstituição por estarem detidos no CDP de Serra Azul, impossibilitando sua presença. O delegado afirmou que isso não prejudicou os trabalhos e que não há previsão de nova reconstituição, pois a investigação se baseou nas versões da mãe e da adolescente, além das informações do inquérito e dos interrogatórios dos demais réus.
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Desfecho e Contexto
A reconstituição, com duração de duas horas, ocorreu na casa da mãe e no local onde o corpo foi incendiado. Tatiana foi levada de volta para Três Pontas e a menor para a Fundação Casa em São Paulo. O corpo de Táberli Losano foi encontrado em 7 de janeiro, dois dias após o registro de boletim de ocorrência por desaparecimento. A mãe e o padrasto foram presos e confessaram o crime em 11 de janeiro. Embora pessoas próximas afirmem que a motivação foi homofobia, a polícia aponta desavenças familiares como causa da morte. Tatiana e o marido responderão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, enquanto os dois jovens serão indiciados por assassinato.



