Conduta dos empresários que visam lucro excessivo é o principal fodo do delegado seccional de Ribeirão Preto
Atenção, donos de postos de combustíveis em Ribeirão Preto! Duas investigações paralelas foram iniciadas para apurar possíveis irregularidades nos preços praticados na cidade. A população clamava por uma análise mais aprofundada, e atrásra o Ministério Público e a Polícia Civil estão agindo.
Investigação do Ministério Público
O promotor de justiça Carlos César Barbosa está à frente do inquérito do Ministério Público, que busca identificar possíveis práticas abusivas e formação de cartel. Em declarações à rádio CBN, o promotor revelou que alguns donos de postos relataram ter recebido ameaças, o que reforça a suspeita de um esquema organizado para manipular os preços.
Ação da Polícia Civil
Paralelamente, a Polícia Civil, sob o comando do delegado seccional de Ribeirão Preto, Marcos Lacerda, também está investigando o possível alinhamento de preços. O foco da polícia é identificar os responsáveis por essa suposta combinação, que configura crime contra a ordem econômica, com pena de até cinco anos de reclusão. Caso seja comprovada a associação criminosa, a pena pode ser aumentada em mais três anos.
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Proteção aos Denunciantes
O delegado Marcos Lacerda garantiu que a polícia oferecerá proteção a quem tiver informações relevantes sobre o caso. Os denunciantes podem ter seu anonimato preservado ou, em casos mais graves, serem incluídos no programa de proteção a testemunhas. Além disso, a lei prevê a possibilidade de delação premiada, que pode reduzir a pena de quem colaborar com as investigações.
As autoridades suspeitam que os postos de Ribeirão Preto estão praticando um lucro excessivo em comparação com outras cidades do estado. Justificativas como forma de pagamento e custo do transporte não se sustentam, já que outras regiões com condições semelhantes praticam preços menores. Enquanto isso, Aldo Silvério de Oliveira Neto, diretor regional do Sincopetro, nega qualquer alinhamento de preços e afirma que não foi notificado sobre irregularidades. Ele alega que os postos estão apenas buscando uma margem de sobrevivência e que os preços variam na cidade. Ele também convidou o promotor e os vereadores a notificarem os postos para que possam apresentar sua documentação e mostrar a realidade do mercado.
O cenário aponta para uma apuração rigorosa, com o objetivo de garantir preços justos para o consumidor.



