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Polícia continua sem pistas dos assaltantes da Prosegur

Áudios do momento do roubo mostram que PM não tinha condições de combater os criminosos
assaltantes da Prosegur
Áudios do momento do roubo mostram que PM não tinha condições de combater os criminosos

Áudios do momento do roubo mostram que PM não tinha condições de combater os criminosos

Mais de uma semana após o audacioso roubo à empresa de segurança Pró-Segur, em Ribeirão Preto, as autoridades ainda buscam respostas. A complexidade do crime e a ousadia dos criminosos levantam questionamentos sobre o planejamento e a possível participação de informantes.

Ações da Quadrilha e a Resposta da Polícia Militar

Áudios divulgados pelo Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) revelam a desproporcionalidade entre o poder de fogo dos bandidos e a capacidade de reação da polícia. Em diversos trechos, os policiais expressam a necessidade de se proteger e buscar abrigo, evidenciando a superioridade tática e de armamento dos criminosos.

O especialista em segurança Oswaldo Roberto Mício Jr. avalia que a PM agiu corretamente ao evitar o confronto direto. Segundo ele, a quadrilha demonstrou um planejamento meticuloso e executou a ação com precisão, estabelecendo um perímetro de segurança com barricadas, configurando uma verdadeira “estratégia de guerra”.

Necessidade de Reestruturação da Polícia Militar

Diante do poder de fogo e da organização demonstrada pelos criminosos, Mício Jr. defende a necessidade de reestruturação da Polícia Militar, com a criação de unidades especializadas no interior, como o BAEP (Batalhão de Ações Especiais da Polícia). Ele sugere que equipes de coletamento especializadas, atualmente concentradas na capital, sejam descentralizadas para responder a crimes de alta gravidade no interior do estado.

Investigação em Andamento

Até o momento, ninguém foi preso e o ataque resultou em duas mortes. A polícia informou a criação de um grupo de trabalho para investigar o caso e tentar localizar os criminosos. Um inquérito foi aberto com prazo de 30 dias para conclusão, podendo ser prorrogado.

O caso expõe a crescente sofisticação do crime organizado no interior de São Paulo e a necessidade de investimentos em equipamentos e treinamento para as forças de segurança.

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