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Polícia de Barretos investiga se ex-policial era autorizado a ter de bomba que atingiu pintor

Vítima perdeu os dedos de uma mão ao pegar artefato sem saber o que era; ex-policial disse que não sabia sobre o explosivo

Vítima perdeu os dedos de uma mão ao pegar artefato sem saber o que era; ex-policial disse que não sabia sobre o explosivo

A polícia de Barretus investiga se o ex-policial militar, Polícia de Barretos investiga se ex, proprietário da casa onde um pintor teve os dedos arrancados por uma explosão, possuía autorização para guardar o artefato explosivo. Ronaldo Luiz, o pintor, perdeu os dedos da mão esquerda após a explosão de uma bomba enquanto trabalhava em uma residência no bairro Ibirapuera.

Segundo relato, Ronaldo dependia da esposa, Polícia de Barretos investiga se ex, que é deficiente visual, para realizar tarefas básicas como se alimentar, vestir-se e fazer curativos. Ele contou que, ao descartar objetos na casa do ex-policial, encontrou uma latinha com inscrições em chinês, que ao ser aberta liberou uma fumaça e explodiu, causando os ferimentos.

“Da hora que eu voltei ele falou o resto das coisas, você pode descartar tudo no eco ponto, jogar fora. Aí eu vi essa latinha, que parecia uma latinha de spray, escrita assim em chinês. Eu falei gente, isso aqui parece um spray, eu fui mexer, abre, aí saiu uma fumaça, eu até cheirei assim aquela fumaça cheirosa. Aí por conta assim, gente, isso aqui parece uma bomba, eu joguei para trás. Ela explodiu nas minhas costas, arrancando meus dedos…”

Ronaldo ficou internado por pelo menos cinco dias na Santa Casa da cidade. A família enfrenta dificuldades financeiras, pois ele está impossibilitado de trabalhar. A aposentada Juliana Oliveira, que o auxilia, afirmou que a renda da família depende dela e de ajuda familiar para custear medicamentos e outras despesas.

“Ele está dependendo atrásra da minha renda, né? Porque ele é autólogo, autólogo trabalha ganha, você não trabalha, não ganha. Então a gente está tendo ajuda da família, né? Porque às vezes quando precisa, caso de medicação, medicação que é tomando muito cara, e a gente está vivendo assim.”

O ex-policial militar e atual procurador municipal, Ricardo Cardoso de Barros, contratou os serviços do pintor. A reportagem tentou contato com ele, mas não obteve resposta. Ronaldo afirmou que Ricardo pediu desculpas pelo ocorrido, mas não ofereceu ajuda.

“Ele me pediu desculpa só. Eu falei, ah, me desculpe, eu ter esquecido essa bomba lá, e tinha me desfeito todas as minhas armas, mas em nenhum momento ele não me ofereceu nada, nem uma ajuda, nada, não quis saber, não ligou.”

O delegado Gustavo Rodrigo Lopes, responsável pela investigação, informou que o artefato é uma granada de luz e som, conhecida como bomba de efeito moral, utilizada principalmente em situações de motim e desobediência civil. Ele ressaltou que a posse desse tipo de explosivo por particulares é proibida e que a polícia busca esclarecer se o ex-policial possuía autorização para mantê-lo e qual a motivação para isso.

“É utilizado principalmente em ocorrências de motim e coisas de desobediência civil, então o particular possui esse tipo de objeto, ele tem as suas regras e a princípio seria até de uso proibido para o particular, até mesmo da aquisição.”

Fragmentos da bomba foram recolhidos e encaminhados para análise. A investigação também apura se houve irregularidade ou crime relacionado à posse ilegal de armas ou acessórios. O delegado destacou o risco que o artefato representa para a população, especialmente crianças e catadores de lixo.

“Isso é uma criança que pega essa bomba lá na lixeira, o catador de lixo no lixeiro tem as metando lá atrás, explodia isso lá atrás, matava dois lixeiros lá, um catador, entendeu? Então eu penso na irresponsabilidade dele que ele tinha levado isso com ele.”

A polícia enviou mensagens para o ex-policial, mas ele preferiu não se manifestar até o momento.

Investigação sobre posse do artefato explosivo

A polícia busca confirmar se o ex-policial militar tinha autorização para guardar a granada de efeito moral e qual a finalidade de sua posse, já que o uso é restrito a órgãos de segurança pública.

Consequências para a vítima e família: Ronaldo Luiz sofreu amputação parcial dos dedos da mão esquerda e está incapacitado para o trabalho, gerando dificuldades financeiras para a família.

Risco para a população: O delegado Gustavo Lopes alertou para o perigo que o artefato representa caso seja encontrado por pessoas não habilitadas, como crianças e catadores de lixo.

Posicionamento do ex-policial: O ex-policial militar e atual procurador municipal pediu desculpas pelo ocorrido, mas não ofereceu ajuda à vítima e não respondeu às tentativas de contato da polícia e da imprensa.

Informações adicionais

Fragmentos da bomba foram recolhidos para análise pericial e a investigação continua para apurar possíveis irregularidades na posse do explosivo.

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