Delegado Rodrigo Pimentel Bortoletto falou à CBN Ribeirão
A Polícia Civil de Barrinha, interior de São Paulo, está conduzindo uma série de interrogatórios cruciais nesta semana, buscando esclarecer os eventos que culminaram na depredação de uma viatura da Guarda Municipal e no trágico assassinato de um soldador na cidade. As investigações seguem em ritmo acelerado, com o objetivo de identificar e responsabilizar todos os envolvidos.
Identificação e Interrogatório dos Suspeitos
Doze indivíduos foram preliminarmente identificados como participantes da depredação da viatura. Desses, alguns já se encontram sob custódia por outros delitos, incluindo furto e tráfico de drogas. Um dos suspeitos, residente em Guarulhos, será interrogado por meio de carta precatória. Os demais são aguardados para prestar depoimento. O não comparecimento implicará em seu indiciamento indireto, privando-os da oportunidade de apresentar sua versão dos fatos.
Andamento das Investigações: Depredação e Homicídio
A Polícia Civil instaurou inquéritos distintos para apurar a depredação do patrimônio público e o homicídio, considerando a relação entre os eventos. No caso do homicídio, a principal pendência é a oitiva de uma testemunha crucial, além da análise dos laudos periciais. A depender do confronto entre depoimentos e laudos, a polícia poderá realizar acareações e reconstituições. Já no inquérito da depredação, os suspeitos identificados serão formalmente indiciados por dano ao patrimônio público. Investigações adicionais estão em andamento para identificar os responsáveis pela depredação de outros prédios públicos, incluindo o Conselho Tutelar, com base em gravações existentes.
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Testemunha-Chave e Medo de Retaliação
A oitiva da testemunha-chave do homicídio enfrenta obstáculos. Apesar das tentativas de intimação, a testemunha não foi localizada, alegando medo e supostas ameaças. Uma representante da família da vítima se comprometeu a agendar um depoimento em local e data seguros, buscando garantir a integridade da testemunha.
A complexidade do caso e a possibilidade de surgirem novos nomes ao longo dos depoimentos tornam prematuro definir um prazo para a conclusão das investigações. A dinâmica dos depoimentos pode levar à identificação de novas pessoas e à necessidade de novas diligências.



