Troca na medicação causou a morte da fotógrafa Zélia Lúcia Barbosa Moreira, no início do ano
Equívoco na Medicação
Uma técnica de enfermagem de 28 anos, grávida de quatro meses, prestou depoimento de duas horas sobre a morte da fotógrafa Zélia Lúcia Barbosa Moreira, de 46 anos. Segundo o depoimento, a técnica aplicou o medicamento errado durante uma sessão de pulsoterapia na Santa Casa de Franca, em 26 de janeiro. Zélia, que tratava uma doença autoimune nos rins, recebeu um anestésico em vez do antitóxico previsto após a segunda de seis sessões.
A Versão da Técnica
A técnica alegou ter recebido a medicação errada de um colega de trabalho que não conhecia, durante a troca de plantão. Ela afirma que o funcionário lhe entregou o medicamento e explicou o procedimento incorretamente. A medicação correta, segundo a técnica, estava em outro local.
Investigação em Andamento
O delegado João Carlos da Silva, responsável pela investigação, já ouviu cerca de dez pessoas, incluindo o marido e o filho da vítima. Outros profissionais de saúde ainda serão ouvidos. O delegado afirma que o depoimento da técnica de enfermagem é crucial, confirmando a aplicação equivocada da medicação, que não deveria estar disponível no quarto do paciente. Além dos depoimentos, a investigação aguarda laudos toxicológicos e a análise do anestésico aplicado para concluir o inquérito. A Santa Casa de Franca ainda não se pronunciou sobre o caso.
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O caso destaca a importância de protocolos rígidos de segurança na administração de medicamentos em hospitais e a necessidade de uma investigação completa para apurar responsabilidades e evitar novas tragédias. A família de Zélia aguarda justiça e esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte.



