Duas pessoas estavam no local aguardando ‘julgamento’; dupla afirma ter praticado crimes que foram denunciados
Na noite de ontem, policiais militares resgataram duas vítimas, de 32 e 49 anos, em um barraco na favela Zara, localizada em Anguera, zona leste de Ribeirão Preto. Elas eram mantidas reféns em um “tribunal do crime”, julgamento conduzido por membros de uma facção criminosa.
Sequestro e Tortura
De acordo com relatos, pelo menos 30 pessoas se revezaram agredindo as vítimas. Uma delas foi amarrada, amordaçada e levada a um suposto cemitério clandestino. A outra vítima, que confessou um crime de atentado violento ao pudor, não sofreu agressões.
Motivação do Crime
A vítima agredida era acusada de estuprar a enteada de 12 anos. O sogro teria denunciado o crime à facção. Os criminosos, armados com revólver calibre 32 e um facão, teriam buscado a vítima em Batatais e a levado inicialmente à favela do Brejo, na zona norte de Ribeirão Preto, onde ocorreu parte das agressões. Um veículo Astra, com placas de Franca, e outros dois carros foram usados na ação.
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Investigação em Andamento
O boletim de ocorrência cita três suspeitos, um deles de Ribeirão Preto (19 anos), mas nenhum foi preso até o momento. As vítimas são naturais de São Caetano do Sul (Grande São Paulo) e Maceió (AL). Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pela polícia. A investigação segue em andamento para identificar e prender os responsáveis pelo crime.



