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Polícia e MP vão investigar casos de pacientes que ficaram cegos após mutirão de catarata

Ao menos 12 pessoas ficaram cegas ou tiveram perdas de visão após os procedimentos em Taquaritinga
cegueira após cirurgia de catarata
Ao menos 12 pessoas ficaram cegas ou tiveram perdas de visão após os procedimentos em Taquaritinga

Ao menos 12 pessoas ficaram cegas ou tiveram perdas de visão após os procedimentos em Taquaritinga

Após um mutirão de cirurgias de catarata em Itaquari-tinga, 12 pacientes ficaram cegos, gerando uma investigação em andamento.

Investigação em Andamento

O Ministério Público e a Polícia Civil de Itaquari-tinga investigam o caso, instaurando processos para apuração dos fatos e aguardando esclarecimentos dos responsáveis. A Polícia Civil abriu inquérito e pede que outras vítimas registrem boletim de ocorrência para auxiliar na investigação, que buscará determinar se houve imperícia ou negligência.

Vítimas e Depoimentos

Um dos pacientes, Carlos Augusto Rinaldi, de 66 anos, relatou dores e piora da visão após a cirurgia. Ele afirma que a médica minimizou seus sintomas, e agora sofre com a cegueira no olho esquerdo. Rinaldi pretende acionar a justiça por danos morais e pensão vitalícia. As cirurgias ocorreram em 21 de outubro de 2023, e até o momento, a causa da cegueira permanece desconhecida para os pacientes.

Medidas e Reações

A Secretária Executiva de Saúde do Estado de São Paulo classificou o caso como gravíssimo e isolado. A equipe médica envolvida foi afastada, e a unidade onde ocorreram as cirurgias está interditada. O governador Tarsis de Freitas comentou o caso, afirmando a necessidade de apuração e assistência às vítimas. Uma comissão de especialistas foi formada para avaliar o tratamento dos pacientes e investigar a possibilidade de reversão do quadro. A Santa Casa de Franca, administradora do local, instaurou uma sindicância interna, que apontou uma troca no protocolo assistencial como causa do problema. Medidas corretivas foram implementadas para evitar novos incidentes.

O caso gerou grande repercussão, envolvendo Ministério Público, Polícia Civil e autoridades estaduais. A prioridade é apurar os fatos, responsabilizar os culpados e garantir assistência médica aos 12 pacientes que perderam a visão.

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