Trio foi preso por suspeita de tráfico internacional de transexuais; operação teve desdobramentos em Franca (SP)
Uma operação conjunta entre a Polícia Federal e os Ministérios Públicos Federal e do Trabalho resultou na prisão de suspeitos de tráfico internacional de transexuais em Franca (SP). A megaoperação, que identificou ao menos 14 vítimas, revelou um esquema de exploração que incluía trabalho escravo e dívidas exorbitantes.
Vítimas em situação de vulnerabilidade
As vítimas, muitas em situação de vulnerabilidade social e já discriminadas pela sociedade, foram encontradas em estado de fragilidade emocional. Segundo a procuradora do Ministério Público do Trabalho, Regina do Arte Silva, elas estavam assustadas e precisaram de tempo para se acalmar e entender a situação. A procuradora descreveu as vítimas como pessoas violentadas pelos agressores e sem o devido acolhimento social.
Modus operandi da quadrilha
A quadrilha prometia às vítimas participação em concursos de misses na Itália, atraindo-as com a promessa de uma vida melhor. Além disso, os suspeitos financiavam cirurgias estéticas, incluindo a aplicação de silicone industrial e implantes mamários, aumentando ainda mais a dependência e o endividamento das mulheres. As vítimas acumulavam dívidas altíssimas (com valores diários de R$ 170, além de custos com roupas, sapatos e perfumes), impossibilitando-as de deixar o grupo criminoso.
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Investigações em andamento
As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e desvendar outros núcleos da quadrilha, com desdobramentos em cidades de Goiás e Minas Gerais (Leopoldina). Três suspeitos foram detidos: dois em Franca e um em São Paulo, este último responsável pelo transporte das mulheres para a Itália. Todas as vítimas estão recebendo o amparo necessário, com algumas retornando às suas cidades de origem e outras sendo acolhidas em outros locais. As investigações prometem novas informações em breve.



